Eduardo Hungaro é mais um que aciona a justiça contra o Botafogo. O ex-técnico do clube carioca comandou o time, na Libertadores em 2014; e o Cabrofriense, no último Carioca.

Hungaro, que foi demitido logo no início do mandato de Carlos Eduardo Pereira - atual dirigente de General Severiano -, reclama na justiça a quantia de R$ 720 mil. O ex-técnico alega atrasos salariais e multas referente aos quatro anos que esteve no clube.

O processo está somente no início. Na semana passada, advogados de ambas as partes estiveram pela primeira vez nos tribunais - não havendo acordo, o processo poderá correr durante muitos meses.

CARREIRA DE HUNGARO NO #Botafogo

Hungaro, conhecido também como Duda, teve uma ascensão dentro do clube que muitos chegaram a questionar.

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Por ele ser amigo do ex-diretor Sidnei Loureiro - Hungaro já tinha trabalhado com Loureiro no Rodoviário de Piraí - foi trazido em 2010 para o time carioca, inicialmente para cuidar do sub-13. No ano seguinte, Hungaro tornou-se treinador da equipe junior; já em 2013, encontrava-se ao lado de Oswaldo de Oliveira - Duda, em apenas 2 anos, chegou à comissão técnica dos profissionais. Nesse mesmo ano, Oswaldo de Oliveira não teve o seu contrato renovado, ficando a vaga de comandante para Duda. Foi ele o comandante do time, naquele ano em que o Botafogo voltava a disputar uma Libertadores, após quase 20 anos. Esse foi o auge de Duda no time, depois da eliminação na primeira fase da Libertadores, o até então técnico foi colocado de lado.

Mancini assumiu o time e Duda ficou restrito à análise de adversários e treinamentos no Engenhão.

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Na visão da atual diretoria, Hungaro foi um dos símbolos do fracasso da administração de Maurício Assumpção e levanta suspeitas de irregularidades em contratos firmados como pessoa física e jurídica. Entre 2013 e 2014, Duda teve um aumento salarial de R$ 27 mil para R$ 65 mil, e o que mais chama atenção é que apesar do fracasso na Libertadores, Hungaro, quando voltou a ser apenas um assistente, continuou com esse mesmo salário. O que para muitos é um dos muitos casos de inchaço salarial que o Botafogo teve na gestão de Assumpção.

Na semana passada, esses assuntos foram debatidos na reunião deliberativa, e nela, Carlos Eduardo Pereira, atual dirigente do clube, já informou que será muito complicada a defesa do clube conseguir reverter essa situação, visto que há muitos documentos assinados por Assumpção, que atestam os valores cobrados pelo ex-técnico. #Futebol