O Mundial de Fórmula 1 tem incluído em seu calendário, nos últimos anos, destinos antes exóticos para o #Automobilismo, mas com muito dinheiro para gastar e receber o evento e suas feras. A mais nova fronteira da categoria máxima do esporte sobre rodas é a ex-República Soviética do Azerbaijão, onde o petróleo, mesmo com preços em baixa, garante prosperidade e o desejo de tornar o país um destino turístico.

No domingo, as ruas da capital, Baku, serão o palco do GP da Europa, denominação que retorna depois de quatro anos. E, como sempre acontece a cada novo traçado que recebe as máquinas e pilotos, prevalece um clima de incerteza que só começará a ser desfeito com os primeiros treinos livres na sexta-feira.

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Mesmo o trabalho nos simuladores não trouxe respostas para todas as dúvidas.

Os donos da casa – que teriam desembolsado US$ 60 milhões pelo privilégio de receber a F-1 – optaram por um circuito de rua às margens do Mar Cáspio, aproveitando as largas avenidas do entorno, mas também propondo um desafio inédito em torno das construções do centro histórico.

Responsável pelo desenho de 9 entre 10 autódromos internacionais recentes, o alemão Hermann Tilke concebeu um desenho com duas partes distintas

A sequência que inclui a reta dos boxes tem 2.200 metros, onde os carros manterão aceleração máxima (recorde entre as pistas do Mundial), seguida por curvas de 90 graus sem grande dificuldade ou desafio.

A partir da curva 7, um cotovelo à direita, os pilotos entrarão em um trecho estreito, cercado de muros altos e construções históricas, com subidas e descidas sem visibilidade do que vem adiante.

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Felipe Massa, depois de testar no simulador, e de seu primeiro contato com a realidade, definiu a pista como “uma mistura entre Mônaco e Cingapura”. As áreas de escape quase nulas e o desafio de acelerar em meio a prédios medievais com margem de erro zero, em vez de preocupar, animam, especialmente, aqueles com bom retrospecto em circuitos de rua.

O principal desafio para pilotos e equipes foi a correria depois da etapa canadense – o calendário foi ingrato ao separar as duas etapas por menos de uma semana. Entre Montreal e Baku são quase 9 mil quilômetros, sem tempo para descanso. Nesta quarta, o movimento nos boxes já será intenso com a montagem dos carros.