Atletas russos foram proibidos de participar das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em uma decisão tomada nesta sexta-feira (17), pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, em inglês), órgão que administra a modalidade esportiva a nível mundial.

A Rússia já estava suspensa de competições internacionais desde novembro do ano passado, após a Agência Mundial Antidoping (AMA) ter publicado um relatório acusando o país de aplicar um programa de doping sem precedentes em seus atletas, administrado e elaborado pelo próprio Estado.

Desde então, as autoridades russas têm se esforçado para convencer a IAAF e a AMA de que seus atletas são confiáveis, chegando a se oferecer para ir além dos padrões de elegibilidade exigidos pelas entidades, e propondo não selecionar competidores já pegos usando substâncias ilegais.

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Entretanto, as ações não convenceram as autoridades desportivas, e a IAAF manteve o impedimento para as Olimpíadas.

Uma das maiores estrelas do atletismo russo, Yelena Isinbayeva, já havia falado a respeito da proibição imposta desde 2015 pela IAAF à Rússia, declarando-se “furiosa” por estar sendo punida pelos erros de terceiros.

Última esperança

Ainda resta uma esperança para o atletismo russo, pois, na terça-feira (21), o Comitê Olímpico Internacional (COI) se reunirá, e talvez dê a permissão para alguns atletas daquele país poderem participar dos Jogos Olímpicos.

Não está claro se o COI pode ou não derrubar a proibição imposta pela IAAF, e o presidente da entidade, Thomas Bach, tem enfatizado, nas últimas semanas, que é difícil tomar uma decisão entre responsabilizar a Rússia coletivamente, ou aplicar justiça individual, sugerindo a possibilidade de que o COI possa permitir que os atletas russos com históricos "limpos" participem das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

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No entanto, Bach também tem enfatizado que deve haver uma política antidoping de "tolerância zero". O dirigente afirmou ainda que, se as organizações de outros esportes russos além do atletismo provarem não ter participado da fraude perpetrada pelo Estado, também poderiam ter seus atletas liberados para competir nos Jogos Olímpicos. #Rio2016