Atualmente no Santa Cruz, Léo Moura é um dos maiores ídolos da história recente do #Flamengo. Contratado pelo Rubro-Negro em 2005, ficou dez anos no clube, pelo qual disputou 519 partidas, marcou 47 gols e conquistou incríveis oito títulos, incluindo um Brasileiro e duas Copas do Brasil. Nesta quarta-feira (22), porém, ele estará do outro lado, quando o Santinha enfrenta o time da Gávea, às 21h, no Arruda, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2016.

Já considerado um dos maiores laterais-direito da história do Fla, Léo tem os principais momentos de sua história escritos em vermelho e preto. Depois de ter um início de carreira promissor no Botafogo, no final dos anos 90, passou pelo futebol belga, rodou por diversos grandes clubes do país, como Vasco, Palmeiras, São Paulo e Fluminense e jogou em Portugal, mas não se firmou em lugar algum antes de pisar na Gávea.

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Títulos e carisma

Torcedor admitido do "Mais Querido", ele realizou um sonho ao vestir o "Manto Sagrado" profissionalmente, e correspondeu transformando isso em uma realidade que nem mesmo o menino Leonardo da Silva Moura poderia imaginar na infância. Em uma época onde o futebol está cada vez mais marcado por grandes negociações, ser uma referência em um clube grande como o Flamengo por 10 anos não é nada fácil.

Mas, Léo Moura superou os obstáculos e, desde que conquistou o seu primeiro título, a Copa do Brasil em 2006, não parou mais. Nos três anos seguintes, ganhou também o Campeonato Carioca, que viria a conquistar novamente em 2011 e 2014. Em 2009, fez parte do inesquecível elenco campeão brasileiro, ao lado de nomes como Bruno, Petkovic e Adriano. E em 2013, levantou a Copa do Brasil, com Hernane Brocador, Elias e companhia.

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Sua identificação com o clube só aumentava, e em 2010 ele recebeu a braçadeira de capitão da equipe. Além disso, tinha grande simpatia das crianças, não só pelo futebol como pelo estilo, o cabelo moicano, que era replicado pelos meninos de todo o Brasil em homenagem ao camisa 2. Mas o romance entre Léo e o Fla acabou em 2015, quando o jogador acabou não despertando o interesse de uma renovação de contrato na diretoria rubro-negra.

Mudança de rumo

Leo acertou sua ida para os Estados Unidos para jogar no Fort Lauderdale Strikers. Mas, antes de deixar de vez o Flamengo, recebeu uma festa de despedida merecida no Maracanã. Com mais de 27 mil torcedores no estádio, disputou um amistoso contra o Nacional-URU. O Fla venceu por 2 a 0. O jogador teve a honra de receber um placa entregue por Zico, seu ídolo de infância e maior nome da história do Rubro-Negro, e foi ovacionado pela torcida.

Depois disso, parecia cair no roteiro do começo de sua carreira: rodar por clubes, do Brasil e do mundo.

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Saiu rapidamente dos Estados Unidos, foi para Índia jogar no FC Goa, treinado por Zico, e já no início deste ano fechou com o Metropolitano, do sul do país. Também não ficou muito tempo por lá e, finalmente, fechou com o Santa Cruz. No Santinha, porém, Léo Moura vem obtendo sucesso, mesmo não sendo titular absoluto da equipe.

Ele chegou ao clube em março deste ano e, em dois meses, conquistou dois títulos: o Campeonato Pernambucano e a disputada Copa do Nordeste. Aos 37 anos, Moura já não tem mais o mesmo vigor e os dribles que o consagraram na lateral-direita do Flamengo, porém segue sendo peça importante pela qualidade no passe, saída de bola e, claro, pela experiência e liderança que sempre exerceu no vestiário.

Certamente, hoje um filme passará pela cabeça do camisa 2. O último jogo dele contra o Flamengo foi em 2004, quando ainda defendia o Fluminense. Depois de 12 anos, muito mais maduro e com uma carreira de enorme sucesso, voltará a enfrentar o seu time do coração, no qual já afirmou querer encerrar a carreira um dia. Hoje, ele divide opiniões na torcida rubro-negra. Muitos amam, alguns odeiam, mas uma coisa todos têm que ter: respeito.

Afinal, Leo já tem o seu lugar na história do Flamengo mais do que garantido. #Campeonato Brasileiro