Justin Alexander Gatlin, 34 anos, é um atleta norte-americano especialista em provas de velocidade. É um gigante como velocista. Sua vida de atleta é permeada de fatos incríveis. Em 2004, aos 22 anos, foi campeão olímpico, mas, em 2006, quando estava no auge da fama, caiu num teste de doping por utilizar testosterona (um hormônio que aumenta a força e a potência muscular) e teve sérios problemas com isso, fazendo o seu mundo desabar, após tê-lo nas mãos.

Sua vida, que era recheada de vitórias, agora seguia por caminhos tortuosos, os quais ele não esperava, e a punição veio veloz e forte. Passou quatro anos afastado das pistas, como treinador em escolas americanas.

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Foi aí que ganhou 15 quilos de peso a mais e perdeu massa muscular. Os quilos extras eram um grande incômodo.

Mas esse astro das pistas não desistiu e não perdeu tempo. Se quisesse continuar na carreira esportiva, teria que se livrar do passado e do peso adquirido. O tempo afastado das pistas poderia e parecia ser o final de carreira dele. Mas, Gatlin não se abateu e, mais uma vez, o nosso campeão deu show. Obrigado a ter disciplina, perdeu rápido os quilos adquiridos e voltou à seleção americana.

No ano de 2012, nos Jogos de Londres, seu retorno foi no melhor estilo: Medalha de bronze. Em 2013, melhores resultados foram acontecendo. Já em 2014, correu os 100 metros em 9s77, o que é uma marca maravilhosa. O ano de 2015 chegou e Gatlin voou ainda mais rápido, 9s74 (sua prova mais rápida), encostando com a diferença de 0s01 (um centésimo de segundo) no jamaicano Usain Bolt, um recordista mundial e campeão olímpico.

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No último dia 05 de junho, a #Rede Globo apresentou, no Programa Esporte Espetacular, o evento Desafio Gatlin Contra o Tempo, realizado na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma pista de 100 metros, que foi montada sobre a água, num dia chuvoso, foi o cenário para que Glatin vencesse três adversários com o tempo de 10s19. No mesmo programa, o velocista americano afirmou que tem a meta de baixar seu tempo para 9s66, para as Olimpíadas no Brasil. Esse tempo, o jamaicano Bolt, que não vive a melhor fase da sua carreira, não consegue há 4 anos.

Neste desafio, mesmo com chuva, Gatlin deixou pra trás Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, que marcou 10s29, e mais dois brasileiros, Vitor Hugo com 10s42 e José Carlos Moreira (o Codó) com 10s60.

Se a meta é ser o número um nos Jogos Rio 2016, Gatlin e Bolt voltam a se enfrentar e são apontados como favoritos. Que os bons ventos os ajudem. #Rio2016 #Ser Educacional