De um lado, uma seleção aos pedaços e humilhada em casa, sem treinador após ter levado 7 da Alemanha e mais 3 da Holanda. Felipão não resistiu à sequência de fracassos na Copa do Mundo de 2014 e deixou o cargo. Ferida, a seleção pentacampeã mundial parecia sem rumo depois do maior trauma de sua história.

Do outro, Tite se aperfeiçoava e buscava na Europa novos conceitos táticos e técnicos para aplicar em seu novo trabalho. Depois de ganhar absolutamente tudo pelo Corinthians, tirou 2014 para um ano sabático. Assistiu o massacre da Alemanha sem estar empregado em nenhum clube. Poderia ser a sua hora, mas a CBF não quis.

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Optou por Dunga, que já tinha ocupado o cargo entre 2006 e 2010.

Em contato com a reportagem da Blasting News Brasil, Ademir Bacchi, o Miro, irmão de Tite, relembrou os momentos de sofrimento da família quando o telefone passava o dia inteiro em silêncio, sem receber a mais importante das ligações. Segundo ele, Tite “sentiu” ao não ser chamado pela CBF após a Copa do Mundo de 2014.

“Todos nós sentimos muito. O Tite sentiu muito não ser chamado para a seleção em 2014. Ele ficou muito retraído e no canto dele. Foi um golpe, digamos assim. Foi duro porque nós da família e ele também estávamos esperando o convite, até pelo apelo popular que se criou em cima do nome dele. Nos esperávamos isso e foi uma grande decepção”, revela Ademir.

Sem a seleção naquele momento, Tite baixou a cabeça e se focou no trabalho.

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Assumiu o Corinthians no final de 2014 e construiu o time campeão brasileiro da temporada seguinte. Seleção, naquele momento, já era passado para o técnico.

“Depois, em 2015, no Corinthians, já não havia essa expectativa. O meu irmão é um cara que se entrega totalmente a um trabalho, estuda, procura e se foca onde está. Naquele momento o foco era no Corinthians e agora será assim na seleção”, garante Miro. #Futebol #Seleção Brasileira