Dois anos após o fatídico 7x1 sofrido diante da Alemanha, o #Futebol brasileiro renova suas esperanças na #Seleção Brasileira. Sobre os largos ombros de Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, encontram-se muitas das expectativas por dias melhores para uma seleção que, contrariando sua própria história, acostumou-se com fracassos em seu período recente.

A gota d´água foi mais um rotundo fracasso. Dessa vez, na Copa América Centenário. Em um grupo formado ao lado de Equador, Haiti e Peru, o Brasil não obteve a classificação e caiu ainda na primeira fase do torneio. Dunga, o então comandante, não resistiu ao péssimo resultado e foi demitido.

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Dois anos depois, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltou a ter a chance de dar ao melhor treinador do país o comando da seleção.

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, mirou em Tite. Buscou o treinador que, no Corinthians, venceu tudo o que era possível e se credenciou a dirigir o futebol do seu país – e se decepcionou quando a justíssima chance não foi lhe dada após a Copa de 2014. Ademir Bacchi, o Miro, acredita em novos ares na seleção brasileira com a chegada do irmão.

“Acredito que a principal mudança será na organização. Veremos uma organização e uma esquematização tática no time. Além disso, acredito que o Tite potencializará as relações pessoais para que todos tenham um futebol melhor. O Tite é um cara que batalha junto e que em todos os clubes que passou deu muita prioridade para a relação pessoal.

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Na seleção será assim também”, disse o irmão de Tite, que atendeu gentilmente a reportagem da Blasting News Brasil.

Contra o trabalho de Tite, pesa a necessidade de resultados imediatos. Em sua primeira entrevista coletiva como técnico do Brasil, o irmão de Miro ressaltou ter a exata dimensão da responsabilidade que agora lhe recai. No momento, o Brasil é o 6° colocado na tabela das Eliminatórias para a Copa de 2018, estando, atualmente, fora da zona de classificação ao Mundial da Rússia. Para mudar esse panorama, Tite estreia contra o Equador, fora de casa, no dia 2 de setembro, pela sétima rodada.

Neymar é desafio

Ao mesmo tempo que é a solução, Neymar também é o problema. Sua postura fora de campo tem gerado críticas e desagradado aos que esperam um melhor comportamento do craque brasileiro. O astro do Barcelona fazia festa regada a bebida e piscina enquanto o Brasil era eliminado da Copa América Centenário. Depois, em rede social, chamou de “babacas” aqueles que criticavam o futebol da seleção.

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Nem as desculpas pedidas posteriormente limparam a barra do atacante na imprensa.

“Com certeza, será um dos maiores desafios do meu irmão dirigindo a seleção. Todos nós sabemos que o Neymar é um extraclasse, um cara que joga muita bola. Só que ele é jovem ainda, como eu fui, como o Tite foi, e é normal que ainda cometa erros. Caberá ao Tite dar o exemplo para ele e para todos os outros. Eu vejo que será preciso que o Neymar ouça o meu irmão. E que a partir dali se crie uma relação de confiança para puxar pelo bem do grupo”, salientou Miro.

Na mesma semana em que foi anunciado como novo técnico da seleção, Tite já está pegando no batente. Na quarta-feira, ele esteve no estádio Soldier Field, em Chicago, nos EUA, acompanhando a vitória por 2x0 do Chile sobre a Colômbia, na semifinal da Copa América. A ideia era ver de perto o time colombiano, segundo rival do Brasil na rodada de setembro das Eliminatórias. Com um certo atraso, a era Tite começou.