Sem transmissão pela TV aberta, já que a Rede Globo preferiu priorizar o Campeonato Brasileiro, o Mundial de Fórmula 1 vive a expectativa de uma de suas provas mais emocionantes e incertas: o GP do Canadá, domingo no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Embora use ruas da Ilha de Nôtre-Dame abertas ao tráfego no restante do ano, o traçado é rápido e exige potência dos motores e eficiência dos freios, ambos bastante exigidos. Como se não bastasse, a perspectiva de chuva e as baixas temperaturas podem trazer ainda mais equilíbrio ao fim de semana. E a vitória de Lewis Hamilton, em Mônaco, reabriu o campeonato, que vinha sendo marcado pelo domínio de Nico Rosberg.

Publicidade
Publicidade

Não por acaso, várias equipes e pilotos chegaram a Montreal com motivos para otimismo. Animada com a vitória de Max Verstappen em Barcelona e o resultado que quase se repetiu nas ruas de Monte-Carlo com Daniel Ricciardo (prejudicado por um pitstop ruim), a Red Bull joga suas fichas na aerodinâmica do RB12 e na evolução recente do V6 Renault.

Já a Ferrari, que iniciou a temporada com a expectativa de duelar pelo título e vem mostrando um desempenho abaixo do esperado, conta com um novo turbo, o que traz otimismo para Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen. Mesma situação das McLaren-Honda de Fernando Alonso e Jenson Button, que, lentamente, começam a lutar por posições mais à altura da tradição do time.

Quem vive a perspectiva de um fim de semana bastante animador é Felipe Massa, cuja Williams mantém a tendência de render melhor nos circuitos velozes, empurrada pelo motor Mercedes.

Publicidade

“Temos boa velocidade nas retas, o que é fundamental para um bom resultado aqui. Acredito que é uma de nossas melhores oportunidades de lutar pelo pódio no ano”, explicou o brasileiro.

O outro representante verde e amarelo tenta deixar para trás o incidente com o próprio companheiro de equipe nas ruas de Mônaco. Em meio à grave crise financeira da Sauber, Felipe Nasr diz ter superado a manobra de Marcus Ericsson, que tentou superá-lo na curva Rascasse, provocando o abandono dos dois – pelo rádio, a escuderia suíça orientou o brasiliense a abrir caminho para o sueco, mas Nasr resistiu, por acreditar que seu rendimento era tão bom quanto o do parceiro. Os dois sabem que dependem de uma prova muito movimentada, como normalmente é o GP canadense, com acidentes, abandonos e a possibilidade de chuva, para finalmente marcar os primeiros pontos do ano. #Automobilismo