Nesta quinta-feira (23), a população da Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales foi às urnas para decidir, num referendo, se o Reino Unido continuaria fazendo parte da #União Europeia ou não.

Já no final da madrugada de sexta, o mundo soube do resultado: a maioria dos eleitores, num pleito muito disputado, optou pela saída. O placar? 52% contra 48%.

Poucas horas após a oficialização da decisão soberana do povo britânico, o assunto repercutiu pelo mundo e levantou sérias preocupações que vão muito além da política e da economia mundial.

Primeiro, cogitou-se a possibilidade de que até mesmo Game of Thrones, um dos seriados de maior sucesso do mundo, poderia sofrer com os efeitos da separação.

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Depois, foi a vez do futebol.

Segundo especialistas, o resultado do referendo pode trazer mudanças significativas para o futebol do Reino Unido. E a primeira delas está justamente na permanência de jogadores britânicos em times de países que continuarão pertencendo à #Europa. É o caso do meia Gareth Bale, que atualmente está no Real Madrid (Espanha).

Isso porque, diferentemente do Brasil, a Europa adota um sistema de "intercâmbio" entre os países, ou seja, todos os jogadores da União Europeia não são considerados estrangeiros, mas sim "comunitários".

Com a saída do Reino Unido do bloco, os jogadores britânicos passarão a contar no número de "estrangeiros" em cada time europeu, para o qual há um limite.

Só que a decisão também influencia nos mais de 400 jogadores que atuam nas duas primeiras divisões da Inglaterra e da Escócia.

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Esse número, porém, pode ser muito reduzido caso a Premier League -- o campeonato mais rico e importante do futebol europeu -- não encontre uma solução rapidamente.

No ano passado, a liga que gerencia o futebol britânico tornou mais rígidas as regras que incidem sobre a presença de jogadores estrangeiros nos clubes. Com os jogadores da União Europeia, no entanto, o tratamento era diferenciado até então. Agora não, muito provavelmente, não será mais.

Liga queria permanência

Prevendo as complicações que a saída do Reino Unido do bloco europeu poderia causar, o presidente da Premier League, Richard Scudamore, fez campanha pela permanência na União Europeia.

Além da mudança nas relações trabalhistas dos jogadores, a separação pode, ainda, prejudicar os acordos comerciais, a atração de investimentos estrangeiros e, consequentemente, colocar em risco os altos salários que os clubes atualmente pagam para os jogadores mais famosos e talentosos.

No longo prazo, isso pode fazer com que os times britânicos tenham dificuldades de brigar de igual para igual com outras potências da Liga dos Campões da Europa, por exemplo.

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Mas como as mudanças devem demorar pelo menos dois anos para acontecer, a próxima temporada do campeonato inglês ainda não deve sentir o impacto.

Da mesma forma, o "Brexit" não deve interferir no futebol das seleções nacionais. Apesar de fazerem parte do Reino Unido, Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales jogam separadamente nas competições. #Futebol Internacional