O primeiro gol da partida de volta na semifinal desta edição da Copa Libertadores saiu após cabeceio do argentino Jonathan Calleri, aos oito minutos do primeiro tempo. Parecia ser uma amostra de que, pela primeira vez na temporada, o Atlético Nacional sairia derrotado em sua própria casa, o Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, e perderia a vaga para a final do torneio para os visitantes. Mas só "parecia".

O time colombiano empatou pouco depois em um vacilo de Lugano, que viu a bola passar ao seu alcance, mas acabou perdendo a corrida para Borja que deu um chute cruzado e indefensável contra o goleiro Denis. Momentos depois, o artilheiro da Libertadores quase ampliou para o São Paulo e, novamente com um cabeceio que só não foi perfeito porque a bola explodiu no travessão em direção à linha de fundo.

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Ainda no fim do primeiro tempo, Hudson sofreu pênalti claro que não foi anotado pelo árbitro chileno Patricio Polic, que entendeu que a trombada foi coisa de disputa normal de bola. O tricolor paulista voltou para a etapa final assistindo a um Atlético Nacional muito superior ao do primeiro tempo. O time da casa poderia ter encerrado o sonho do tetracampeonato são-paulino na Libertadores logo nos primeiros 15 minutos do segundo tempo quando perdeu vários gols.

Na partida da noite desta quarta-feira (13), o São Paulo jogou como deveria ter jogado uma semana antes, quando foi derrotado pelo adversário de Medellín, em pleno Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, pelo placar de 2 a 0. O deslize em casa custou a eliminação do tricolor na Colômbia. Após pênalti cometido pelo São Paulo, os colombianos marcaram o segundo gol do Atlético Nacional e a luta do time paulista nesta Libertadores terminava ali.  Não só por conta do segundo gol do time da casa, mas principalmente porque, em seguida, iniciou-se uma confusão que resultou na expulsão de dois atletas do Soberano: Lugano e Wesley.

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Nos vestiários, apesar do ar de decepção, o ambiente também estava repleto de emoção. Calleri, convocado para defender a seleção da Argentina nos jogos olímpicos Rio 2016, despediu-se dos companheiros, diretores, do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e do técnico Edgardo Bauza. Leco disse que o atacante pediu a ele para ficar com sua camisa, a 12, como uma recordação dos grandes momentos que viveu no São Paulo, e afirmou que aquela foi a última partida do argentino, que marcou nove vezes na Libertadores, vestindo as cores do tricolor paulista.

Calleri disputou 31 jogos no ataque são-paulino e anotou 16 gols, com média de 1,5 gol por partida. Seus direitos pertencem ao nanico clube uruguaio Deportivo Maldonado, que deve negociá-lo, após as Olimpíadas, com algum time europeu, já que os italianos Inter de Milão e Roma demonstraram interesse pela contratação do atacante, além dos ingleses West Ham e Tottenham.

O São Paulo também vai amargar as baixas de Ganso, Calleri e Rodrigo Caio, mas a diretoria tricolor já se movimentou e acertou com outro atacante argentino, Milton Caraglio, jogador do Vélez Sársfield; além de ter contratado, recentemente, Gilberto, também atacante e que veio do Vasco.

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Outra possibilidade cogitada nos bastidores do Morumbi é a repatriação do meia Hernanes, por empréstimo, mas o clube não confirmou nada. Para a vaga de Calleri, deve entrar Alan Kardec, autor de dois gols na vitória do São Paulo sobre o América-MG, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Ele deve jogar como titular já na próxima partida, no clássico contra o Corinthians, na Arena de Itaquera. #Futebol #Copa Libertadores 2016 #São Paulo FC