No dia 9 de junho de 2016, quando a CBF iria anunciar mudanças para o calendário do #Futebol brasileiro do próximo ano, houve uma cerimônia na sede com pompa e circunstância. O objetivo era o anúncio de uma série de medidas em favor do futebol feminino. Foi considerado um movimento revolucionário que mudaria de vez o futebol praticado por mulheres no Brasil.

Inclusive foi convidada para o evento a ex-bandeirinha Ana Paula de Oliveira que na oportunidade manifestou sua emoção de estar participando daquele momento histórico na sede da entidade máxima do futebol brasileiro onde as mulheres nunca tiveram voz e vez.

Passados pouco mais de 30 dias, tudo indica que o projeto da CBF não passou de discurso infundado.

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De acordo com o site ESPN, foram prometidos pela entidade, para as meninas que integram a #Seleção Brasileira de Futebol, alguns benefícios como carteira assinada e plano de saúde, pois estas deixaram os clubes onde atuavam para servir apenas à Seleção Nacional.

O treinador Vadão chegou a pedir para as jogadoras que se apresentaram no dia 26 de janeiro de 2015 que levassem seus documentos como CPF, Carteira de Trabalho e documento de identidade, que elas teriam seu registro profissional. No entanto, há mais de um ano, as jogadoras esperam o cumprimento desta obrigação trabalhista pela CBF.

A atacante Gabi Zanotti cansou de esperar e acabou assinando contrato com um clube chinês. Desde então nunca mais foi convocada para atuar na Seleção Brasileira Feminina. Gabi acredita que isto tenha sido uma represália, já que também cobrou dos dirigentes da CBF o pagamento justo do direito de imagem por entender que as meninas receberam um valor muito baixo.

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De acordo com as atletas da Seleção Brasileira feminina, a remuneração das jogadoras é feito por meio de uma "diária" repartida entre elas e uma espécie de salário que é dividido em três categorias onde as mais experientes recebem um valor maior.

Uma das maiores preocupações das meninas que servem à Seleção Brasileira, além da não-assinatura da carteira, é referente ao plano de saúde e assistência médica. Algumas possuem filhos pequenos e gostariam que estes estivessem protegidos em caso de alguma necessidade. #Resenha Esportiva