Terminou hoje (03/07) o US Olympic Team Trials – Swimming, a seletiva estadunidense de natação para os Jogos Olímpicos Rio 2016 na cidade de Omaha, e a palavra de ordem foi renovação. Ao longo de 8 dias, as grandes estrelas da natação dos Estados Unidos se reuniram em uma estrutura de primeiro mundo, para duelar em busca da tão sonhada vaga olímpica, e os resultados foram surpreendentes.

Já é tradição na natação, que a seletiva dos Estados Unidos é a última a acontecer. Faltando pouco mais de trinta dias para os jogos, a tensão nesta competição é muito grande. Especialistas apontam que esta é a competição mais difícil da natação mundial.

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Mais difícil até que os próprios Jogos Olímpicos, devido ao grande numero de atletas capazes de defender os #EUA em alto nível.

Durante oito dias, são disputadas provas seguindo exatamente o programa olímpico. O modelo de disputa envolve eliminatórias, semi-finais (com os 16 melhores classificados) e finais (com os 8 melhores da semi-final). A seletiva da 2 vagas para cada prova individual, que se considera apenas os dois melhores tempos das finais. E os 4 primeiros das provas de 100 metros nado livre e 200 metros nado livre para compor os revezamentos.

A renovação:

Já é conhecido de todos a capacidade que os Estados Unidos tem em revelar talentos para o esporte em todas as modalidades. Mas o que se viu em Omaha foi espantoso.

Desde o primeiro dia já ficou claro que os grandes nomes não teriam vida fácil.

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Começando pela não classificação de Ryan Lochte para os 400 metros Medley, prova na qual é o atual campeão olímpico. São 5 atuais medalhistas olímpicos que não alcançaram a classificação, e desses, 3 são atuais campeões olímpicos que não vão ter o direito de defender seus títulos.

No masculino, nomes como Matt Grevers, Ryan Lochte e Tyler Clary, vão ter que assistir de longe as provas que deram os títulos olímpicos a eles em Londres 2012. Destaques positivos para os novatos, David Plummer, Kevin Cordes, e Connor Dwier.

No feminino a renovação foi ainda maior. Atletas de renome, como Natalie Coughlin e Jessica Hardy, ficaram longe das vagas, e não virão ao Rio. Os destaques da nova geração ficam por conta de Lilly King, Olivia Smoliga, e Katie Ledecky, que apesar de já ter uma olimpíada na bagagem, tem apenas 18 anos e apresenta domina suas provas com extrema propriedade e não teve dificuldade para confirmar suas vagas.

A renovação foi implacável. São 26 atletas indo para sua primeira olimpíada, num total de 40.

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Veteranos:

Se pra maioria dos nadadores medalhões, a vida estava bem complicada nesta seletiva, alguns não deram mole para o azar. Michael Phelps mostrou que ainda é um fora de serie, se classificou em primeiro lugar em suas 3 provas (100 e 200 borboleta e 200 Medley), e vem disputar sua quinta olimpíada. Ryan Lochte, que ficou de fora dos 400 medley, aprendeu a lição e deu a volta por cima, garantindo a segunda vaga dos 200 Medley atrás apenas de Phelps.

Nathan Adrian, Anthony Ervin, e Danna Volmer são outros veteranos que comprovaram seu favoritismo às vagas olímpicas e estão no time.

Evolução:

A equipe dos EUA está passando por uma entressafra, e, apesar de um bom nível em algumas provas, na maioria delas os resultados deixaram a desejar, se compararmos com os respectivos rankings mundiais. Foram poucos os recordes de campeonato batidos e nenhum recorde mundia.. E, em se tratando de EUA, recordes são sempre esperados.

O nível de excelência desta nova equipe precisa evoluir muito ainda. Favoritos, os EUA sempre serão. Mas a verdadeira capacidade desta nova geração, só será realmente testada ao longo dos jogos.

Uma coisa é certa: em se tratando de jogos olímpicos, os EUA sempre se superam. #Rio2016