O Supremo Tribunal de Justiça da Espanha arquivou nesta sexta-feira (08) aquilo que convencionaram chamar de "Caso #Neymar 2". Esta ação era movida pelo Grupo DIS, empresa brasileira que detinha 40% dos direitos federativos do jogador brasileiro. Havia outra ação envolvendo o Barcelona e o Neymar, onde o clube aceitou pagar uma multa de 5 milhões de euros para se livrar de qualquer pendência jurídica.

Estes empresários buscavam uma reparação  na Justiça da Espanha numa ação que tinha como réus o jogador do Barcelona e o próprio clube catalão. De acordo com a DIS o atacante do Barça e o clube esconderam os verdadeiros valores da transação junto ao Santos para não pagar aquilo que a empresa teria direito a receber. 

O juiz José de La Mata decidiu arquivar o processo, pois não cabe recurso na esfera da Justiça Espanhola.

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Desta forma o Santos e o Grupo DIS terão que procurar outra instância para tentar receber o dinheiro que alegam ter perdido na transferência do Neymar para o Barcelona. 

Estranhamente o próprio presidente do Clube catalão admitiu há algumas semanas ter havido uma diferença de 50 milhões de euros entre o que foi declarado na transferência do jogador brasileiro para a Espanha com os valores pagos de fato. A explicação singela de Joseph Bartomeu para este equívoco foi de que os dirigentes do Barcelona não eram especialistas em questões tributárias. 

O arquivamento do "Caso Neymar 2" também impede que o ex-presidente do clube espanhol, Joan Laporta, prossiga com suas ações para impedir que seja considerado legal o pacto feito para legalizar a situação do Neymar e do Barcelona junto ao Fisco Espanhol.

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Laporta estava se valendo de um dos artigos do estatuto do clube onde qualquer associado pode ingressar na justiça questionado acordos de dirigentes que representem danos ao clube. 

Román Goméz Ponti, diretor do Departamento Jurídico do Barcelona, mostrou-se satisfeito com a decisão da Justiça no "Caso Neymar 2" e deu um recado para a direção santista dizendo que o Barcelona irá continuar defendendo seus interesses e não irá mais aceitar "chantagens". Román acrescentou que o clube brasileiro precisa resolver seus problemas com o Grupo DIS e com a direção anterior do Santos referentes a venda do Neymar, mas que nenhum destes é responsabilidade do Barcelona.  #Resenha Esportiva #FC Barcelona