Na tarde de hoje, o Tribunal Arbitral do Desporto confirmou a exclusão do atletismo russo dos jogos do Rio de Janeiro, depois de denúncias gravíssimas do ex-diretor do laboratório antidoping dos Jogos de Inverno de Sochi 2014, na qual disse que os atletas sabiam como funcionava o esquema de congelamento de amostras “limpas” que ficavam guardadas para serem usadas no período de competição.

A falsificação vinha sendo feita desde os jogos de Londres em 2012, no mundial de atletismo em 2013 e no mundial de natação em 2015. Estima-se que essa falsificação tenha começado no fim de 2011, depois dos maus resultados em Vancouver, em 2010.

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O TAS rejeitou o recuso dos atletas russos à suspensão imposta (IAAF), confirmando-se assim a exclusão dos jogos Olímpicos #Rio2016.

Em um comunicado oficial, o TAS confirmou que é válida a decisão da IAAF de se aplicar as regras aos atletas envolvidos e que a federação esteja suspensa dos jogos.

Ao todo, a federação russa continha 68 atletas que recorrem à decisão da IAAF de suspender o atletismo de todas as provas, incluindo os jogos do Rio2016. Nessa sequência de relatórios independentes, a Agência Mundial de Antidopagem (AMA) revelou o sistema de dopagem apoiado pelo governo.

Dentre os atletas, estava a recordista mundial de salto com vara, Yelena Isibayeva, que também havia recorrido da decisão que a impedia de participar dos jogos.

Contudo, o TAS considera que o Comitê Russo poderá ainda apresentar elementos do atletismo desde que cumpram as regras impostas pela IAAF, como são os casos de atletas que treinavam fora do país, Darya Klishina (salto em comprimento) e Ioulia Stepanova (800 metros), que treinam fora do território russo.

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A IAAF congratulou-se com a decisão do Tribunal em relação a não participação dos atletas russos nos jogos 2016.

O TAS defendeu o direito da IAAF na aplicação das regras de proteção ao esporte, de proteger atletas limpos, e apoia a credibilidade e integridade da competição justa.

Sebastian Coe, presidente máximo do atletismo, mostrou-se satisfeito com a decisão e apoiou o código de antidopagem.