No dia 2 de outubro de 2009, o Comitê Olímpico Internacional anunciou o Rio de Janeiro como sede dos #Jogos 2016, vencendo a concorrência de Chicago, Madri e Tóquio. Desde então, passaram-se sete anos e metas foram estabelecidas para as Olimpíadas e Paraolimpíadas, que ocorrerão dos dias 5 a 21 de agosto e 7 a 18 de setembro, respectivamente. Dentre as estratégias traçadas, está incluso o “Plano Brasil Medalhas”.

Lançado em 2012, pelo ministro do Esporte da época, Aldo Rebelo, e pela presidente, atualmente afastada, Dilma Rousseff, o projeto aborda investimentos voltados para a preparação dos atletas de 21 modalidades olímpicas e 15 paraolímpicas.

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Está sendo investido R$ 1 bilhão, destinado a programas de apoio ao atleta e à construção, reforma e equipagem de centros de treinamento. Também fazem parte dos investimentos algumas empresas estatais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Correios, BNDES e Banco do Nordeste.

A partir dos investimentos projetados, metas foram traçadas em relação ao ranking de medalhas. Para a edição desse ano, o Comitê Olímpico Brasileiro espera ficar no top 10 das Olimpíadas e entre os 5 melhores das Paraolimpíadas. Considerando as últimas participações em 2004, 2008 e 2012 (16º, 23º e 22º nas Olimpíadas e 14º, 9º e 7º nas Paraolimpíadas) e o fato de nunca ter atingido tais feitos, não será fácil de cumprir esses objetivos, porém, confiança é o que não falta.

Em entrevista para os canais ESPN, o diretor do COB Marcus Vinícius Freire afirmou que o “Brasil fez a melhor preparação da história” e complementa, dizendo que buscou reforço de fora: “Hoje são 36 treinadores estrangeiros, sendo 16 funcionários diretos do Comitê”.

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Vemos a mesma animação por parte dos atletas, como a representante da natação nas Paraolimpíadas, Mariana Gesteira, de 20 anos. Segundo ela, o fato de serem sediados no Brasil será determinante e os Jogos serão um sucesso, não apenas na sua modalidade, como em todas e também está crendo na melhora do país no ranking de medalhas: “Todos estão treinando muito e correndo atrás dos melhores resultados possíveis.”.

Quem também está esperando um grande evento e terá a oportunidade de trabalhar nele é o voluntário Bruno Szanto, que será Assistente Receptivo no aeroporto Tom Jobim. Encarregado de guiar as pessoas de sua responsabilidade até a área de desembarque, o jovem de 18 anos teve como motivação a afinidade com o esporte (no caso, futebol e corrida) e, segundo o próprio, “a mudança da imagem deflagrada do nosso país é mais importante que a competição em si e o trabalho do voluntário é levar esse espírito alegre e afetivo do Brasil e do brasileiro.”.

Além dos atletas e voluntários, o espectador também está ansioso.

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O estudante de direito Gabriel Assis comprou ingresso para a abertura dos Jogos, motivado pelo interesse em esporte (praticou natação na infância e jiu-jítsu a partir dos 17 anos) e por ser um evento único.  Porém, acredita que terá muito mais contras que prós e afirma: “Irá entreter bastante parte da população, mas nem todos vão se sentir à vontade e muito menos terão condições de frequentar os locais dos eventos. Será uma festa para os outros e não para os brasileiros”.

Nos meses de agosto e setembro, mais de 200 países disputaram as Olimpíadas e aproximadamente 170 os Jogos Paralímpicos. O desafio do Time Brasil é concluir as metas estabelecidas, tirar de uma vez por todas as dúvidas que ainda pairam e suprir a expectativa do público que acompanhará o evento na Cidade Maravilhosa. #Rio2016