Logo depois de receber algumas críticas da Austrália, no dia da abertura da Vila dos Atletas do Rio de Janeiro, uma equipe de trabalho, com aproximadamente 600 pessoas, começou uma obra para tentar solucionar alguns problemas que surgiram no local, mas vários serviços ainda necessitam ser feito no local. Apesar do pequeno progresso, atletas de vários países foram entrevistados pelo Globo Esporte, nessa segunda-feira, no 2° dia de atividade do local, e alguns relatos surgiram falando que vários reparos ainda necessitam ser feitos nos apartamentos dos atletas. Fechaduras danificadas, chuveiro que não funciona, vazão nos encanamentos dos banheiros, teto quebrado, vasos sanitários entupidos, fiação elétrica exposta e falta de limpeza foram algumas das críticas citadas pelos estrangeiros que estão hospedados no local.

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Na parte da manhã, integrantes da delegação da Holanda compraram vários produtos de higiene no mercado da zona internacional da vila. Entre os produtos, é possível ver produtos químicos, vassouras, rodos e tapetes de banheiro, porém, ninguém foi capaz de citar quais eram as verdadeiras necessidades de se realizar a limpeza nos apartamentos.

Mesmo aparentando que os apartamentos já teriam chegados ao processo final por fora e também por dentro, quando se iniciaram os testes ficaram muito evidentes alguns problemas na conclusão do trabalho. A Argentina ficou com cinco andares, mas, dois deles, não têm condições de ser habitáveis. O dirigente argentino confessou: “Estamos procurando alguns apartamentos para alugar aqui nas redondezas, mas está muito difícil, por causa da véspera dos Jogos Olímpicos”.

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E as críticas não pararam por aí. Dois atletas que fazem parte da equipe de tiro esportivo da Guatemala contaram que o chuveiro do seu apartamento não está funcionando, e a equipe foi obrigada a adiar o banho por causa da água fria. Eles também se queixaram dos colchões, dizendo que são duros e desconfortáveis. Outros atletas também fizeram reclamações à reportagem sobre o mesmo problema, outros já minimizaram os problemas e disseram que tudo é “questão de gosto”. O francês Sebastien Combot, que faz parte da equipe de canoagem slalom, falou queos apartamentos estã sujos, os banheiros não funcionam direito e falta mesa para fazer refeições ou colocar um notebook, ele ainda completa que está precisando trabalhar com o seu computador no colo, “o que pode me trazer alguns problemas de coluna futuramente”, desabafa o atleta.

Alguns atletas fazem questão de se queixar e outros já preferem reconhecer os esforços dos organizadores para colocar as coisas no lugar e oferecer mais conforto para eles.

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Atletas australianos que, no domingo, criticaram a situação, nessa segunda-feira já passaram a elogiar o progresso no local.

Orientados pelo COB a reduzir os problemas que a Vila dos Atletas vem enfrentando, os brasileiros fizeram questão de destacar os pontos positivos do local nas entrevistas cedidas à imprensa. O ginasta Arthur Nory falou que se fosse preciso dormiria até em uma barraca e se mostrou muito animado para enfrentar sua primeira Olimpíada.

A prefeita da Vila Olímpica usou um discurso positivo e fala que acredita que tudo vai ser concluído nos próximos dias. Janeth também explicou a situação da parte hidráulica e elétrica dos prédios que não foram examinados com antecedência. “São aproximadamente 3.600 apartamentos e inúmeros detalhes, porém, o pessoal está tratando de todos”, explicou ela. #Rio2016