O maratonista de vinte e seis anos, #Feyisa Lilesa, foi da alegria ao desespero nesse domingo, 21. O atleta conseguiu conquistar o segundo lugar na maratona olímpica, participando da #Cerimônia de Encerramento da Rio 2016 e recebendo sua medalha das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach.

O problema é que logo após cruzar a linha de chegada, o maratonista fez um sinal de cruz com os braços em apoio aos cidadãos etíopes que têm se manifestado contra o atual governo de seu país. Em entrevista, ele declarou que o governo tem assassinado dissidentes de outras etnias e que todos que falam em democracia são mortos.

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Há alguns dias, mais de 100 pessoas foram mortas em uma série de manifestações contra o governo etíope. Feyisa disse que os Estados Unidos e países da Europa apoiam o governo da Etiópia, que aproveitam para comprar armamentos e assassinar as pessoas. O atleta questionou por qual motivo esses países não ajudam o seu povo.

Devido a rigidez do governo de Mulatu Teshome, o maratonista avisou que não pode voltar para o seu país, pois sabe que sua atitude de denunciar o que acontece na Etiópia, fará com que seja morto ou preso no aeroporto. Sua maior preocupação é a vida de seus filhos e esposa.

Feyisa decidiu que conversará com seus familiares e amigos para decidir o que fazer, mas não pretende voltar para a Etiópia para evitar uma tragédia. Embora não saiba quando deixará a Vila Olímpica, o maratonista anunciou que deve ir para outro país após tomar uma decisão com seus familiares.

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O atleta foi muito aplaudido no Maracanã no momento em que foi anunciado para subir ao pódio e receber sua medalha de prata. A medalha de ouro ficou com o queniano, Eliud Kipchoge e o bronze, que surpreendeu muita gente, ficou com o jovem americano, Galen Rupp. Apesar do discurso de protesto político, Feyisa não corre o risco de perder sua medalha, tanto que o próprio presidente do COI lhe entregou o troféu simbólico e a medalha de prata na noite da festa de encerramento das #Olimpíadas.