Quem está acompanhando os jogos olímpicos do Rio de Janeiro pela televisão ou nos estádios tem percebido que quase todos os pódios tem militares. Ao receber uma medalha, seja de qual cor for, os atletas sinalizam que pertencem às Forças Armadas brasileiras. Nesta segunda-feira, 15, por exemplo, a nadadora da maratona aquática Poliana Okimoto, não só bateu continência no pódio, como também o fez durante uma entrevista ao vivo dada à Rede Globo de Televisão. O bronze da nadadora foi comemorado na emissora carioca, que foi surpreendida com a esperteza da atleta, que aproveitou a chance da medalha para mostrar seu orgulho por pertencer a uma das instituições mais sólidas do estado. 

"Eu sou sargento com muito orgulho", disse a nadadora que ficou com o bronze após a desclassificação de uma atleta francesa, que teria agarrado outra esportista na linha de chegada.

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A francesa foi desclassificada. Poliana, no entanto, não foi a única a bater continência. Os três ouros brasileiros são de atletas militares. Desses, apenas justamente a primeira medalha, conquistada pela judoca Rafaela Silva, que é sargento na Marinha, não teve a famosa continência. Em entrevista, a judoca explicou que ouviu pessoas do Comitê Olímpico Internacional ameaçando de tirar a medalha dela, caso ela realizasse o gesto.

Pelo sim, pelo não, ela acabou não fazendo a saudação militar. Apesar de não bater continência, Rafaela Silva deixou bem claro que tem orgulho de pertencer à Marinha e que a situação será revertida em uma festa a ser realizada pela própria instituição. Thiago Braz, do salto com vara, e Robson Conceição, do boxe, que venceram ouro bem depois que a colega militar fizeram nesta terça-feira, 17, o gesto de continência.

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 De acordo com dados do próprio Comitê brasileiro das Olimpíadas, pelo menos 30% dos atletas recebem apoio militar.

Alguns deles passam por cursos preparatórios de formação, mas no geral, eles apenas recebem um salário para manterem a própria sobrevivência enquanto treinam, o que é essencial. As Forças Armadas também dão suporte técnico, profissionais e espaço em alguns esportes.  #Rio2016