O adversário é o mesmo, mas não os times; tampouco o cenário e a competição, mas a partida deste sábado, dia 20, pela decisão da medalha de ouro do #Futebol nos Jogos Olímpicos, pode suscitar em alguns brasileiros um clima de revanche contra a Alemanha. Na última vez em que as duas seleções se encontraram, na semifinal da Copa de 2014, o resultado foi traumático para os brasileiros. Com um sonoro 7 a 1 aplicado contra o time principal no Mineirão, os alemães pavimentaram seu caminho para o título que viria em sequência, contra a Argentina.

Agora, com os times sub-23, as duas tradicionais seleções voltam a se enfrentar em uma competição decisiva no Brasil, desta vez no Maracanã, no Rio de Janeiro, sede das #Olimpíadas de 2016.

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Capitaneados por talentos como Neymar, Gabriel Jesus, Luan e Gabigol, os brasileiros querem deixar as memórias daquela partida bem Belo Horizonte para trás. Além da “revanche” contra os atuais campeões mundiais, o jogo pode significar a conquista de um ouro inédito que há muitos anos têm escapado de forma traumática da seleção Brasileira. Para os talentosos jovens brasileiros, essa pode ser a chance de mostrar que o passado foi mesmo esquecido e que o futuro reserva boas esperanças.

 

Melhor ataque encara a melhor defesa

Marcado para às 17h30, o jogo também colocará frente a frente o melhor ataque da competição contra a melhor defesa. Enquanto a Alemanha mostrou seu vibrante poder de fogo com 21 gols marcados em  cinco jogos, os brasileiros chegaram à decisão sem sofrer nenhum gol. É verdade também que quase metade dos tentos marcados pela Alemanha saíram contra a fraca seleção de Fiji, que foi cruelmente derrotada por 10 a 0, mas o time europeu também mostrou boa pontaria contra Portugal, onde o duelo das quartas terminou em 4 a 0 para os alemães.

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Na semifinal, o time bávaro bateu a Nigéria por 2 a0.

Uma semelhança entre a campanha das duas equipes até aqui está no início de competição pouco inspirado. Enquanto a Alemanha empatou em 2 a 2 com o México e em 3 a 3 com a Coréia do Sul, os brasileiros ficaram no zero a zero com a África do Sul e o Iraque. Com a classificação ameaçada e contestados pela torcida, os jogadores brasileiros encontraram seu futebol na terceira rodada da primeira fase, quando derrotaram a Dinamarca por 4 a 0. Nas quartas, 2 a 0 sobre a Colômbia, e um impiedoso 6 a 0 contra Honduras nas semis garantiram o time do técnico Rogério Micale na decisão olímpica.

 

Técnicos evitam clima de revanche

Enquanto a torcida brasileira sonha com uma vingança do famigerado “7 a 1”, a Alemanha tenta não emular a goleada do time principal. Técnico do time europeu, Horst Hrubesch colocou panos quentes nas comparações da partida de 2014 com a decisão deste sábado.

“Acho que o 7 x 1 não tem nada a ver com o meu time, que é formado por jovens que vão ter uma oportunidade única que é disputar uma final no Maracanã”, declarou.

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“Será um sonho”, completou Hrubesch, que afirmou que quer tentar concentrar sua equipe para dominar as ações do jogo.

Do lado brasileiro, o discurso também é similar. Questionado sobre as comparações entre as partidas, Micale foi direto: “Chegamos à final com uma equipe muito boa, queremos construir nossa história e ganhar esta final, mas não temos nada a ver com isto”.

Como na maioria dos jogos do Brasil, os holofotes estarão mais uma vez em Neymar, principal estrela da seleção que luta para conquistar seu primeiro ouro. Presente na Copa de 2014, o atacante do Barcelona ficou fora da semifinal após se machucar nas quartas contra a Colômbia. Com o craque finalmente em campo, a torcida brasileira espera que o talento de Neymar possa fazer a diferença para derrotar o entalado adversário e soltar o gripo de campeão em casa. Uma nova história será escrita neste sábado. Resta saber quem vai sorrir por último dessa vez. #Rio2016