Principal narrador da Globo e um dos "porta-vozes" da Seleção Brasileira, o locutor #Galvão Bueno perdeu a paciência com mais uma apresentação desastrosa do time olímpico do #Brasil. Neste domingo, os comandados pelo técnico Rogério Micale tiveram uma atuação decepcionante contra o modesto Iraque, que segurou o 0x0 - o segundo consecutivo do Brasil, que também ficou nesse placar contra a África do Sul, na estreia.

Apático em campo, o time brasileiro poucas vezes conseguiu assustar os iraquianos. Sem repertório e pouco inspirado, os anfitriões tiveram poucas chances de gol e irritaram o público de Brasília, que vaiou a equipe e alguns jogadores como Renato Augusto.

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Galvão, que transmitia o jogo pela TV Globo, criticou o desempenhou durante a própria transmissão e citou, em contraste, o bom exemplo dado pelas meninas brasileiras do futebol, que no sábado fizeram 5x1 na Suécia.

O estopim da irritação de Galvão Bueno foi no final do jogo, quando os jogadores do Brasil deixaram rapidamente o campo e não quiseram dar entrevistas aos repórteres presentes. O narrador entendeu isso como falta de respeito e comparou a situação com o exemplo do tenista número 1 do mundo Novak Djokovic, que neste domingo perdeu na estreia do tênis olímpico para o argentino Juan Martín Del Potro e deixou a quadra chorando.

"Os milhões de torcedores brasileiros têm todo o direito de ouvir os jogadores na saída de campo. É uma falta de respeito. Isso não é profissional e também não é ético.

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É uma vergonha", esbravejou Galvão, na mesa redonda após o jogo ao lado dos comentaristas Júnior, Ronaldo, Casagrande e Arnaldo Cezar Coelho, e de convidados como Gustavo Kuerten, o Guga.

Pressionado, o Brasil volta a campo na quarta-feira, contra a Dinamarca, pela última rodada do Grupo A. Para garantir a classificação sem depender do jogo entre Iraque e África do Sul, o Brasil precisa vencer por qualquer placar. E Galvão Bueno já deu o recado: "Quarta-feira tem que ganhar". #rio 2016