Após a derrota da Seleção Brasileira de Handebol Masculino, nesta quarta-feira (17) para a França por 34x27, nas #Olimpíadas Rio-2016, pelas quartas de final da competição, o que se viu foi uma frustração, além do resultado de quadra. Essa pelo menos foi a impressão causada pelo capitão e armador do selecionado brasileiro, Thiagus Petrus.

Ao final da partida, o atleta, visivelmente frustrado, não se conteve de manifestar publicamente o seu descontentamento com a forma pela qual o handebol masculino está sendo conduzido no Brasil por seus dirigentes. Petrus criticou a falta de organização da Liga Nacional de Handebol, dizendo que, a cada ano que inicia o calendário esportivo, ninguém sabe precisar quantas equipes irão participar da competição.

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O capitão do selecionado brasileiro afirmou que isso ocorre porque não existem projetos, nem organização. Por essa razão espera que os jogadores do handebol masculino façam como as meninas que praticam o esporte, há 16 anos estão saindo do Brasil para jogar em equipes do exterior. De acordo com Petrus, essa é a melhor forma do atleta evoluir.

Thiagus revelou que, no Brasil, atualmente, existe apenas uma equipe profissional de handebol e que paga os salários dos seus atletas em dia, referindo-se ao Taubaté no interior de SP. O capitão do time brasileiro de handebol acrescentou que o Metodista e o Pinheiros, que também participam da competição em nível nacional estão passando por dificuldades. 

Bastante contrariado o capitão brasileiro da equipe de handebol masculino acusou os dirigentes da CBH (Confederação Brasileira de Handebol) de distribuir ingressos para os #Jogos Olímpicos a presidente de federações enquanto que os treinos para os jogadores das categorias de base estavam sendo cancelados por falta de verbas.

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Esse fato é confirmado inclusive pelo técnico da Seleção Brasileira de Handebol Masculino, Jordi Ribera. 

Em contrapartida, o presidente CBH, Manoel Luiz Oliveira defendeu-se das acusações de Petrus, argumentando que, juntamente, com os seus patrocinadores decidiu manter tudo que estava planejado para as seleções olímpicas na medida em que os eventos para o Rio-2016 eram consideradores prioridade nesse momento. 

Manoel explicou ainda que os recursos não poderiam ser usados para as seleções de base. Quanto ao pagamento de ingressos olímpicos destinados a presidentes de federações, Manoel Oliveira justificou que esses são oriundos "de outro lugar" e nada tem a ver com as verbas destinadas a preparação da seleção.

O presidente da Confederação Brasileira de Handebol observou que todos os jogadores da Seleção também receberam ingressos para os jogos Rio-2016 para que fossem repassados a seus familiares. Manoel Oliveira considerou a declaração de Thiagus Petrus "desastrada" e desinformada.  #Rio2016