A polêmica criada em torno dos atletas militares que têm batido #Continência ao serem agraciados com suas respectivas medalhas, parece ter chegado ao fim. Após críticos espalharem um boato de que os atletas poderiam perder suas medalhas se tivesse tal comportamento, o COI desmentiu os boatos.

Mar Adams, diretor de comunicações do COI (#Comitê Olímpico Internacional), afirmou que já recebeu ‘questionamentos’ sobre o comportamento dos atletas, mas que a organização vê a continência como um ato respeitoso e não como uma manifestação de cunho político.

O ministro da defesa, Raul Jungmann, também apoiou os militares que integram a delegação brasileira na Rio 2016.

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Para Raul, bater continência não configura ato político, mas sim uma demonstração de respeito à pátria, pois, a bandeira representa o Brasil e quando o atleta está ao lado da mesma, está demonstrando todo o seu respeito pelo país que ele serve como militar.

Dos 465 atletas participantes dos jogos olímpicos, 145 são militares de um programa de atletas de alto rendimento, fruto de uma parceria do Ministério da Defesa com o Ministério dos Esportes.

De qualquer maneira, o COI analisa casos isolados em todas as #Olimpíadas para ver se não houve quebra nas regras da competição, mas não há riscos de atletas perderem suas medalhas por conta da continência, uma vez que se este comportamento fosse identificado como ato político, os mesmos já teriam sido comunicados da perda da medalha e outro competidor teria sido contemplado com a mesma após desclassificação do colega.

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Até o momento, o Brasil já conquistou oito medalhas na competição, sendo sete delas garantidas por atletas militares: Felipe Wu (tiro), Mayra Aguiar, Rafaela Silva e Rafael Silva, ambos do judô, Arthur Zanetti (ginástica), Poliana Okimoto (maratonista aquática) e Arthur Mariano Nory (ginástica solo).

Vale ressaltar que, a equipe brasileira de judô  é, integralmente, formada por militares, sendo sete mulheres da Marinha e sete homens do Exército. As competições olímpicas terminam dia 21 de agosto, permitindo mais seis dias de chances para que outros militares ganhem medalhas.