Neste domingo, 07, uma imagem repercutiu nas redes sociais com grande força.A foto mostra o que deveria ser algo bem simples, uma disputa de bola durante o vôlei de praia. O que chamou a atenção mesmo foi a vestimenta do time feminino do Egito, que pela primeira vez disputa a modalidade. As jogadores do país islâmico disputaram a prova com a Alemanha. O público foi ao delírio ao ver o esforço daquelas mulheres que tanto lutaram para chegar a Olimpíada do Rio de Janeiro. Do lado alemão, a dupla feminina usava os tradicionais biquínis pequenos. O contraste de uniformes é uma das imagens mais marcantes desses jogos. 

Do lado do Egito, a atleta Doaa Elgobashy, de 19 anos, usava calça e hijab (véu sobre a cabeça).

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A sua adversária, seis anos mais velha, apenas um micro biquíni. A foto mostra uma evolução muito grande provocada no esporte e ao mesmo tempo a necessidade de muitas mulheres em continuarem a manifestarem sua religião. No islamismo, muitas mulheres não exibem os cabelos em público em sinal de respeito a Deus e aos companheiros. O véu começa a ser usado após a primeira menstruação. Dentro de casa, o acessório não é necessário. Dependendo do seguimento Islã, o véu pode ser substituído por uma burca. 

Ao lado da colega Nada Meawad, Kira entrou na história do seu país e também dos jogos olímpicos. É a primeira vez que a modalidade é feita por mulheres em seu país. As atletas estrearam com uma derrota por dois sets a zero, mas a vitória delas tinha sido conseguida antes mesmo da viagem ao Rio de Janeiro.

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Afinal, romper barreiras políticas, culturais e religiosas vão ser o maior legado do Egito na Olimpíada. Isso com certeza vale mais do que qualquer medalha de ouro. Por isso, a frase que o que vale é competir passa a fazer cada vez mais sentido, especialmente em um mundo tão globalizado, onde a enorme exposição pode provocar grandes mudanças. 

Em entrevista a jornalistas, a dupla disse que estava muito feliz em competir. Durante o jogo, isso foi visível. Elas lutaram com bastante garra.  #Cultura #Rio2016