Um golpe aplicado de forma ilegal na adversária Hedvig Karakas tirou #Rafaela Silva mais cedo das Olimpíadas de Londres. A derrota demorou para sair da cabeça da brasileira, mas o que marcou mesmo foram as críticas dirigidas a ela, que ultrapassaram o limite do aceitável. Xingamentos de cunho racista foram disparados via internet e a judoca foi obrigada a repensar muita coisa.

Nascida e criada na Cidade de Deus, favela do Rio de Janeiro, Rafaela seguiu em busca do sonho de ganhar o ouro olímpico. Quatro anos depois da frustração em Londres, ela estava de volta aos tatames mais focada como nunca - e tamanha determinação lhe rendeu o melhor dos frutos: o ouro, que tocou o seu peito e o coração de milhares de brasileiros na última segunda-feira, 8.

Publicidade
Publicidade

Até então, essa foi a única medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de 2016. Focada e determinada em suas lutas, Rafaela nem parecia ouvir o ensurdecedor barulho na Arena Carioca nos seus dias de prova. O drama de Londres serviu como combustível para uma grande vitória, e não foi esquecido em suas primeiras palavras como campeã olímpica na categoria até 57 kg.

"Eu não queria sofrer tudo aquilo que sofri novamente. Após aquela minha derrota, praticamente todo mundo me criticou, me disseram que judô não era para mim e que eu era uma vergonha para a minha família. Mas agora eu sou campeã olímpica. E na minha casa". Palavras de campeã. #rio 2016 #judô