O título brasileiro de 2015 parece ter sido o último vislubre de glórias para a Fiel Torcida corintiana por um bom tempo. A julgar pelo andar da carruagem alvinegra neste ano, tudo indica que o #Corinthians passará em branco em 2016. Sem títulos, possivelmente sem vaga na Copa Libertadores e com muitas incertezas ao final desta temporada.

Com a quase concretizada saída de Elias, que deve voltar ao Sporting Lisboa de Portugal, o número de saídas de atletas do elenco principal, em apenas 8 meses, completa 15 nomes. Muitas mudanças para um clube que procura por títulos. A diretoria do clube, comandada pelo presidente Roberto de Andrade, transformou o elenco do melhor time do país em um bando de jogadores homogêneos na mediocridade.

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A espinha dorsal da equipe que encantou o país em 2015 foi aniquilada. 

Deixaram o Parque S. Jorge desde o final do ano passado o lateral Edílson, os zagueiros Edu Dracena, Gil e Felipe; os meio campistas Ralf, Bruno Henrique, Jadson, Renato Augusto, Elias, e Marciel (Emprestado ao Cruzeiro); e os atacantes Vágner Love, Malcom, Luciano e André. Rildo, que está de saída do clube, completa a lista. Quinze atletas, um time inteiro e mais alguns reservas. Dá a impressão que o 'Timão' virou corredor, passagem, ponte. Enquanto outros clubes, como Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro seguram os principais nomes e buscam contratações, por qualquer trocado os empresários se arrumam no Corinthians. E a reposição tem sido em forma de incógnitas, como Gustavo e Jean, recentemente contratados. Desconhecidas e jovens promessas.

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Além de jogadores, o clube também perdeu nomes importantes na parte de gestão como o gerente de #Futebol Edu Gaspar, o preparador físico Bruno Maziotti, o auxiliar de Tite, Cléber Xavier, e o próprio técnico que hoje comanda a Seleção Brasileira. Nas categorias de base, ao menos três diretores também deixaram o clube. O departamento de futebol do Corinthians atualmente tem profissionais acumulando funções em um momento de transição. O lado bom dos desmanches parece ter sido na parte financeira. É bom lembrar que o Corinthians perdeu em 2014 as rendas de arquibancadas pois precisa pagar pela Arena Corinthians. Uma receita que faz falta ao clube e que não parece ter sido coberta.

Quem tem sentido na pele a pressão da torcida com os resultados recentes é o substituto de Tite, o baiano Cristóvão Borges. A arquibancada, que paga caro pelo ingresso, não aceita nada menos que um bom time, vitórias e títulos. E fica enfurecida com atuações péssimas e a falta de perspectiva do atual momento. A timidez nas contratações em 2015 e 2016 enfraqueceu o time, que foi terceiro colocado no Campeonato Paulista.

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Eliminado pelo Audax de Osasco nas semifinais. Na Copa Libertadores, o 'Timão' foi batido pelo Nacional do Uruguai, ainda pelas oitavas de final. A terceira colocação no Campeonato Brasileiro parece até muito, em vista do futebol fraco que tem sido apresentado pelo Corinthians, mas como culpar o técnico com uma diretoria dessas? #Resenha Esportiva