Os gritos homofóbicos da torcida brasileira durante os jogos de futebol nas olimpíadas podem acarretar na perda do mando de campo da seleção nas eliminatórias da copa do mundo de futebol de 2018. As ofensas homofóbicas foram registradas pelas emissoras de TV de todo o mundo durante os jogos do Brasil contra o Iraque e contra a Colômbia. Além dessas, outras partidas que sequer tinham a participação de jogadores brasileiros também tiveram cânticos homofóbicos. Foi o caso do jogo entre EUA e Nova Zelândia, no futebol feminino. A meio-campista da seleção dos Estados Unidos, Megan Rapinoe, chegou a reclamar das ofensas à imprensa internacional.

O Sistema de Monitoramento Anti-Discriminação da Fifa está acompanhando o comportamento dos torcedores brasileiros.

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No início deste ano os membros do comitê relataram comportamentos homofóbicos de torcidas de vários países em jogos nas Américas do Sul e Central. Após a entrega dos relatórios à Fifa, a entidade máxima do futebol mundial puniu o Chile, o Paraguai, o Peru, o México, El Salvador e Honduras, em maio. Além dos países americanos, a Croácia também foi punida.

A punição mais grave na América do Sul foi imposta ao Chile. No próximo jogo das eliminatórias da copa, contra a Bolívia, o país não poderá jogar no estádio Julio Martínez Prádanos, em Santiago, onde aconteceram as manifestações preconceituosas da torcida. Este é considerado o estádio "oficial" da seleção chilena. Após esta partida, marcada para o dia 6 de setembro, o Chile ficará em "condicional", período em que a Fifa estará observando o comportamento dos torcedores.

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Caso se repitam atos discriminatórios, a seleção será novamente punida com outro jogo de suspensão. 

Já a seleção croata recebeu punição ainda maior: jogar sem torcida por dois jogos consecutivos. Vale ressaltar que os jogos da Croácia em que aconteceram os xingamentos homofóbicos foram jogos amistosos. Mesmo assim a Fifa agiu com rigor para minimizar a #Homofobia no futebol. 

O Comitê Olímpico Internacional e a Fifa ainda não se pronunciaram sobre os episódios de discriminação no Brasil. Mas a Federação já anunciou que, nos casos de ofensas de menor potencial ofensivo ou nos casos de primeira punição (como seria no caso do Brasil), o país pode ser punido com multa, advertência ou jogar com portões fechados, sem a presença de sua torcida. Países reincidentes podem ser punidos com perdas de pontos e até mesmo expulsão de competições.  #Rio2016 #LGBT