O ano era 2013. Em má fase e desmotivado após a péssima participação nas Olimpíadas de Londres, na qual caiu com o rosto no chão e foi desclassificado na primeira fase do solo, #Diego Hypolito acabou sendo dispensado do Flamengo, que encerrou as atividades da equipe de ginástica. Com isso, o ginasta ficou sem clube e sem ter onde treinar.

A sucessão de fatos negativos atingiu em cheio o atleta, que acabou entrando em depressão e vendo o seu futuro como esportista ficar ameaçado. O momento horrível lhe tirou 10 quilos, que culminou em uma internação hospitalar. Como última tentativa no esporte, Hypolito se mudou para São Paulo e começou a treinar no clube Pinheiros - para isso, teve que morar no alojamento ao lado do ginásio da equipe.

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Além de todas as frustrações pessoais e profissionais, Diego era considerado, por muitos, carta fora do baralho para as Olimpíadas de 2016. Com uma idade relativamente avançada para um ginasta, 30 anos, o brasileiro calou os críticos, calou a si mesmo, deu a volta por cima e fez uma exibição impecável neste domingo, conquistando a prata no solo e mostrando a todos que um sonho nunca é impossível de ser alcançado.

"Nós temos problemas, como qualquer pessoa também tem. A minha cabeça foi a principal adversária, mas eu consegui me recuperar. Gostaria que isso servisse como um exemplo para todos que me assistiram na apresentação de hoje. Que podemos vencer, basta acreditarmos em nós mesmos", resumiu Diego, já com a medalha de prata no peito.

E engana-se quem pensa que o renascimento de Diego Hypolito no esporte acabou.

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Mesmo aos 30 anos, ele mira voos mais altos. "Com a graça de Deus, essa não foi minha última Olimpíada e estarei em Tóquio", projetou o ginasta, de olho nos próximos Jogos Olímpicos. Motivação ele já provou que tem. Até 2020, Diego. #rio 2016