Antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, #isaquias queiroz era só mais entre os 465 atletas brasileiros inscritos nas provas e ávidos por um lugar ao sol. Já neste domingo, última dia de competições, o baiano chamou para si todos os holofotes das Olimpíadas ao conseguir algo que jamais outro brasileiro havia alcançado na história olímpica: subir três vezes no pódio e dar três medalhas para o Brasil no mesmo ano.

A linda história do canoísta começou a ser escrita na terça-feira, quando ele conseguiu o segundo lugar na prova de canoa individual C1 1.000 metros. Naquele dia, Isaquias comemorou a medalha de prata para o Brasil.

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Na sequência, ele voltou a ocupar o pódio ao se colocar como terceiro na disputa da C1 200 metros, também disputada individualmente. Na reta de chegada, o baiano conseguiu uma importante manobra e virou terceiro lugar, garantindo o bronze.

Neste sábado, enfim, Isaquias Queiroz cravou de vez o seu nome na história do esporte brasileiro. Ao lado do companheiro Erlon de Souza, o baiano liderou praticamente toda a prova da C2 1.000 metros, mas na parte final do percurso na lagoa Rodrigo de Freitas os alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey capricharam no sprint derradeiro e levaram o ouro. Mesmo com a prata, Isaquias subiu pela terceira vez no pódio nas Olimpíadas, em um feito que jamais outro brasileiro havia conseguido.

"O meu objetivo era esse. Eu me dediquei muito ao lado do meu companheiro Erlon nas três provas para tentar fazermos história.

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Consegui fazer história com a boa participação e a medalha na C1 1.000 metros, mas eu queria mais que aquilo. Nada de ganância, apenas desejo de mostrar a força e o trabalho da canoagem do nosso país durante os seis dias de Olimpíadas no Rio de Janeiro", revelou Isaquias após a terceira medalha em 2016.

Com o bronze conquistado na prova C1 200 metros, o canoísta baiano havia igualado grandes nomes do esporte brasileiro que também tinham, em Olimpíadas anteriores, ganho duas medalhas na mesma edição. Fazem parte desse rol atletas do porte de Guilherme Paraense e Afrânio Costa (Jogos da Antuérpia - 1920), Gustavo Borges (Jogos de Atlanta - 1996) e Cesar Cielo (Jogos de Pequim - 2008), todos com duas medalhas no peito.

Olho em Tóquio

O grande desempenho nas Olimpíadas do Rio de Janeiro motivam Isaquias Queiroz a querer bem mais. Ele chegou a sentir de perto o gostinho do ouro, que acabou escapando especialmente em duas das três provas disputadas. Determinado nos treinamentos, o canoísta quer seguir trabalhando forte já como foco daqui a quatro anos, quando os Jogos Olímpicos se abrigarão em Tóquio.

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"Todo o atleta sonha com essa possibilidade, e eu vou buscar o ouro em Tóquio. Meu treinador falou e é verdade. Nós não viemos para as Olimpíadas pensar em prata e bronze. Viemos para o ouro. Infelizmente não conseguimos isso aqui, mas nós estamos de parabéns pelo grande trabalho que fizemos", revelou Isaquias, que será agraciado pelo grande desempenho com o "cargo" de porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento da #rio 2016, neste domingo.