Futebol? Vela? Vôlei? Nada disso! O maior esporte medalhista da Olimpíada para o Brasil foi a #canoagem. Isso tudo graças a um homem, #isaquias queiroz, que entrou para a história ao ser a pessoa brasileira a ganhar mais medalhas em uma única edição dos jogos, duas pratas e um bronze. Nenhum outro brasileiro teve tantos pódios em uma edição olímpica. É o mesmo número alcançado, por exemplo, por Bolt, considerado o maior mito do atletismo de todos os tempos. No caso do jamaicana, ele não só levou três ouros nessa Olimpíada, como também marcou o seu "Triplo tri", ou seja, foi três vezes campeão em três jogos diferentes e consecutivos. A falta de medalha de ouro de Isaquias, acredite, fez com que muitas pessoas torcessem o nariz para sua conquista. 

Na internet, brasileiros se lamentaram pelo fato dele não ter conquistado um ouro na sua primeira olimpíada.

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Na última prova, a de duplas, ao lado de Erlon de Souza, Queiroz liderou até os 750 de 1000 metros, acabando passado pelos alemãs, mas e daí? O cara pegou uma modalidade que praticamente nem existia no Brasil e se tornou um dos homens a serem batidos. Como ele fez isso? Isaquias deixa claro que vive uma "obsessão" por medalhas e que isso fez ele treinar incansavelmente. No mundial do ano passado, ele e Erlon, que haviam se conhecido há pouco tempo, levaram o ouro.

Mas nos jogos vale tudo. Tanto que dois adversários de Queiroz foram eliminados pelo doping. Ele fez história e isso é o que importa. Há quem discuta se a classificação de medalhas dos jogos deve realmente continuar valendo da forma atual, onde 1 ouro pode valer mais do que 10 pratas. O Brasil mesmo está até o momento com 16 medalhas, mas apenas 5 de ouros, ficando atrás da Jamaica, que tem 6, mas todas  de ouro, sendo três de Bolt. 

Depois da Olimpíada de Pequim, quando ficou atrás da China, os Estados Unidos mudou a classificação.

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Agora importa quem tem mais medalhas, não importa a cor. Uma maneira mais justa de incentivar não só o esporte, mas como todas as medalhas.  #Rio2016