Após dezessete dias de competições olímpicas, o Brasil e as delegações participantes da Rio 2016 garantiram medalhas, recordes, algumas polêmicas, tragédias por conta da violência que acometeu algumas pessoas no Rio de Janeiro e, até mesmo, um apelo de um cidadão etíope. #Feyisa Lilesa, de 26 anos, é maratonista e na manhã desse domingo, 21, cruzou a linha de chegada em segundo lugar, garantindo uma medalha de prata. Com a sua vitória, veio a coragem para apoiar as manifestações contra o governo de Teshome e denunciar que todos que buscam democracia no país são mortos a mando do governo local.

A decisão de Lilesa gerou comoção e aprovação da imprensa e dos torcedores da Rio 2016, tanto que, quando foi anunciado para subir ao pódio e receber do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, a medalha de prata, foi ovacionado pelo Maracanã lotado.

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Apesar do respeito que conquistou dos presentes, o destino do atleta é incerto. Feyisa está convicto de que não pode voltar ao seu país, ou será morto pelo governo. Caso não tenha um destino fatal, ele acredita que será preso.

Preocupado com sua família que está à sua espera na Etiópia, Feyisa tomou uma decisão: não voltará para o país. O maratonista olímpico disse que conversará com os amigos e familiares para decidir para onde ir. Antes da decisão, o atleta apenas estava certo de que não pode voltar para a Etiópia e por isso irá para um outro país. Ele não disse se deixará o Rio de Janeiro nessa segunda-feira, 22, ou se ficará no país por mais alguns dias.

Exceção à regra olímpica

O COI veta toda e qualquer manifestação política por parte dos atletas, no entanto, no caso de Feyisa Lilesa eles abriram uma exceção.

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Como a situação de instabilidade na Etiópia é pública para todo o mundo, o apelo do segundo colocado da maratona não foi considerado uma infração, e para evitar qualquer boato de punição, o próprio Thomas Bach colocou a medalha de prata em seu pescoço. O atleta tirou foto com os colegas Galen Rupp, dos Estados Unidos, e Eliud Kipchoge, do Quênia, mas estava visivelmente tenso diante das câmeras. #Olimpíadas #Rio2016