Os brasileiros que estão acompanhando as Olimpíadas que acontecem na cidade do Rio de Janeiro neste ano de 2016 estão felizes da vida com a vitória da judoca Rafaela Silva, que levou ouro para o Brasil ontem, dia 8 de agosto. Hoje, o país vibrou novamente com mais uma vitória de outra brasileira, a judoca Mariana Silva, paulistana de 26 anos de idade, que venceu a israelense Yarden Gerbi e garantiu vaga na semi final na categoria de até 63 kg. A judoca estrangeira foi campeã mundial no ano de 2013. Para conquistar a medalha, a paulistana deverá vencer a competição, que acontece nesta terça, às 15h30, contra Tina Trstenja. O desafio acontece na Arena Carioca 2, na Barra da Tijuca, zona oeste do município do Rio.

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A disputa no tatami foi acirrada. Após conseguir um empate de 0 a 0 dentro do tempo normal de competição, Mariana foi para cima de Gerbi, conseguindo derrotá-la apenas no "golden score". Este é o momento da competição que decide a disputa. Quem conseguir fazer o primeiro ponto leva a disputa e vence. Com um golpe decisivo, a judoca derrotou a israelense e poderá ganhar, pelo menos, uma medalha de bronze para o país. O golpe dado para essa vitória foi o "yuko". Este é um movimento que acontece quando o oponente cai "de lado" no tatami durante a disputa. Ao final, a brasileira chorou e agradeceu pelo apoio dos torcedores.

Mariana também é uma das grandes promessas dentre os brasileiros. Em sua estreia, ela conseguiu derrotar Szandra Szogedi, húngara naturalizada e campeã local, por estrangulamento.

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Logo em seguida, foi a vez de levar ao chão nas oitavas de final Martyna Trajdos, alemã. Ela era uma das favoritas para as #Olimpíadas, mas surpreendeu ao levar os "golpes fatais" da brasileira destemida. 

Vitória e superação

Apesar de não estar indo muito bem no futebol masculino, os brasileiros têm muito o que comemorar. A brasileira Rafaela Silva foi orgulho para o país. Moradora da comunidade Cidade de Deus, ela foi vítima de racismo por toda a sua vida. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, ela ouviu xingamentos contra sua cor de pele.

Em entrevista para a imprensa, Rafaela revelou que usou esse caso como combustível para vencer a judoca da Mongólia Sumiya Dorjsurena ontem e também se disse muito orgulhosa por ser negra, mulher e favelada.

"Não queria ter aquele sofrimento de novo, quando todo mundo me criticou, que judô não era para mim, que eu era a vergonha pra minha família, agora eu sou campeã olímpica na minha casa", falou. #judô #Rio2016