Os amantes do #Automobilismo no #Rio de Janeiro tiveram, na última quinta (04), uma boa notícia. Em evento sobre o legado das Olimpíadas para a capital fluminense, ocorrido no Rio Media Center, o Ministro dos Esportes Leonardo Picciani revelou que aguarda o início das obras do Autódromo de Deodoro a partir do próximo ano.

"Ele consta do orçamento do ministério desse ano, é um recurso contingenciado. Está também nos recursos para o ano que vem", declarou o ministro, ressaltando, no entanto, que, para esse planejamento ser executado dentro o organograma, é necessário haver a resolução de problemas existentes há dois anos. "Faremos um estudo de viabilidade.

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Deodoro é uma área militar, e foi feito um processo de descontaminação. Só iniciaremos a obra no momento em que todos os estudos e projetos, todas as licenças, estiverem aprovados", completou.

O Autódromo de Deodoro viria para substituir a pista antiga de Jacarepaguá, demolida para se construir a Vila Olímpica, e que recebeu grandes eventos do automobilismo nacional e mundial, sendo, inclusive, durante os anos 80 e 90, o palco das realizações dos Grandes Prêmios do Brasil da Fórmula 1 e da Fórmula Indy.

Em novembro de 2012 houve uma solenidade de lançamento da pedra fundamental do Autódromo de Deodoro, mas a região, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, era um espaço militar e cercado de minas, havendo, inclusive, recentes casos de explosão. Além disso, próximo dali, existe uma área de preservação da Mata Atlântica, o que gerou o embargo da obra por parte do Ministério Público Estadual até a realização de um Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA).

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Diante de tanto empecilho, no início do ano passado, o vereador Carlo Caiado, antigo integrante da ARENA no período da ditadura militar e atual Democratas (DEM), lançou um projeto, sugerindo que a planta original do Autódromo fosse transferida para Guaratiba, bairro também da Zona Oeste, próximo ao Recreio dos Bandeirantes. Essa ideia, porém, não foi levada em conta.