O Brasil começou sua participação na Rio 2016, batendo um recorde: 465 atletas, a maior equipe da história do país nos jogos. Dentre eles, 145 são militares, outro recorde que nenhuma outra delegação conseguiu bater em edições anteriores.

Os atletas integram o PAAR (Programa Atletas de Alto Rendimento), administrado pelo Ministério da Defesa. O almirante Paulo Zuccaro, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, disse que o sucesso dos atletas em conseguirem estar na Rio 2016, se deve a uma parceria entre o Ministério do Esporte e o Ministério da Defesa.

Atletas do PAAR

O grupo conta com nomes que já começaram a se destacar na Olimpíada do Rio de Janeiro, como Felipe Almeida Wu, que ganhou a medalha de prata na prova de tiro de 10 metros.

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Outro nome que tornou-se conhecido nos últimos dias, mas que nem todo mundo sabe que se trata de uma militar da Marinha, é a judoca dona do primeiro ouro do Brasil na Rio 2016, Rafaela Silva. Aliás, 100% dos atletas da equipe de judô é formada por militares, sendo sete mulheres da Marinha do Brasil e sete rapazes do Exército. Rafael Silva e Mayra Aguiar, ambos militares e do judô, também ganharam medalhas essa semana.

O Brasil é uma potência esportiva militar

O Brasil é um dos países que possuem o maior time de militares atletas, dividindo espaço apenas com a China e a Rússia. Atualmente os esportes militares contam com 670 atletas, transformando o país em uma potência quando o assunto é esporte militar. Nos jogos militares de 2011, o Brasil ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas, disputando com 111 países e garantindo 114 medalhas.

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Os atletas do PAAR possuem excelente infraestrutura para treinar, com acesso a médicos nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Além disso, os atletas podem receber o bolsa atleta em junção com o salário de militar, o que os incentiva ainda mais nos treinos. Eles também conseguem dividir e aproveitar melhor o esporte, a carreira e a vida pessoal.

O almirante Paulo Zuccaro apenas salienta que, por enquanto, não existem militares para disputar as paraolimpíadas, mas que vão começar um programa para convidar militares que possuem alguma deficiência, como aqueles que se aposentaram por conta de algum problema, para praticarem esportes olímpicos.

Com os investimentos e incentivos ao público que possui alguma deficiência, o país pode se tornar uma potência também nos jogos paraolímpicos do futuro e quem sabe, já participar das próximas paraolimpíadas. #Olimpíadas #Forças Armadas #Continência