Na sexta-feira, 05, o Brasil ficou emocionado ao ver o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima participando da abertura da Olimpíada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Coube a ele, a tarefa mais importante que um atleta pode ter, acender a pira olímpica. O momento é considerado maior até mesmo do que receber uma ou mais medalhas de ouro. A emoção da superação de Vanderlei fez milhões de pessoas pelo mundo lembrarem que ele praticamente foi retirado da maratona da Olimpíada de Atenas, na Grécia, no ano de 2004. Naquela ocasião, o padre Cornelius Horan invadiu às ruas gregas e acabou empurrando o brasileiro da prova. 

Na mesma sexta-feira, Cornelius assistiu aos jogos pela televisão.

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O irlandês que tirou Vanderlei da maratona há doze anos viu a cerimônia de abertura e revela que não gostou nada do que viu. Vanderlei era o primeiro da prova que disputava na Grécia. Possivelmente, ele receberia naquele dia uma medalha de ouro em uma das provas mais importantes dos jogos. Mesmo parado e machucado por conta da intervenção do padre, o homem que em 2016 acendeu a pira olímpica continuou a prova, indo até o final. Ele ainda conquistou um bronze que emocionou a todos, provando que nem sempre a medalha mais importante é a de ouro, 

Em entrevista ao um dos principais jornais do planeta, o americano The New York Times , Horan disse que ficou com ódio ao ver Vanderlei acender a pira olímpica. "Eu olhei para Vanderlei e pensei: 'Você não seria a estrela que é se não fosse por mim'", confessou o homem que no passado já foi igualado a um terrorista.

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O padre disse que o brasileiro não merece suas desculpas. Apesar de confessar que é agressivo na foram de agir, Horan cita Jesus Cristo e diz que muitas vezes palavras duras são necessárias. É bom lembrar que a igreja católica retirou os direitos de Horan realizar a função de padre, mas ainda é essa sua profissão. 

Horan revela que chegou a escrever duas cartas para o brasileiro, mas que nunca foram respondidas. Isso o deixou muito triste.  #Governo #Rio2016