Há seis anos a frente do Fluminense, Peter Siemsen vive os últimos dias de seu mandato e, recentemente, foi especulado que ele poderia participar da nova gestão do clube. Em entrevista concedida ao portal Explosão Tricolor no último sábado, o atual mandatário disse que jamais se negaria a ajudar o Tricolor, mas descartou a possibilidade de ocupar um novo cargo a partir do ano que vem.

"Não assumirei cargo algum na próxima gestão. Só quero curtir a minha família, ir aos jogos com os meus filhos, assim como vocês todos vão e curtir o #Fluminense da arquibancada. É claro que estarei sempre à disposição, caso o Fluminense necessite de alguma ajuda minha", declarou o mandatário de forma enfática.

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Advogado, de 49 anos, Peter Siemsen assumiu o Fluminense em 2011 e, já no início, viveu um momento conturbado, quando afastou o então vice de #Futebol Alcides Antunes, que havia participado da campanha vencedora do Campeonato Brasileiro de 2010, quebrando, na época, um jejum de mais de duas décadas que a agremiação das Laranjeiras não conquistava o principal torneio do futebol nacional. Essa atitude gerou o pedido de demissão de Muricy Ramalho, treinador daquele elenco. Poucos meses depois, com a justificativa de ter cometido um ato de indisciplina, afastou Emerson Sheik, autor do gol do título alcançado no ano anterior, na véspera de um jogo decisivo da Taça Libertadores.

A redenção veio na temporada seguinte. Contando com o apoio de Celso Barros, presidente da Unimed, parceira e responsável pelo alto investimento no futebol profissional desde 1999, Peter montou uma comissão técnica segura, cujo nome forte era Abel Braga e conquistou, naquele ano, os Campeonatos Carioca e Brasileiro.

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A partir de 2013, mesmo sendo reeleito, voltou a viver um "inferno astral". Naquele ano, só não viu o time ser rebaixado no Brasileiro por conta do erro do Flamengo em escalar André Santos, que deveria cumprir suspensão, contra o Cruzeiro e o caso "Héverton", que levou a Portuguesa para a Série B. Em 2015, depois de muita divergência, viu a Unimed retirar o patrocínio de 15 anos e, desde então, não se encontrou um substituto para ocupar o espaço deixado pela empresa médica. Para complementar, na metade do ano de 2016, negociou o atacante Fred, maior ídolo da história recente do clube, para o Atlético-MG.

Se, dentro de campo, a gestão Peter Siemsen foi bastante questionada, fora dele, ela apresentou resultados bastante positivos, uma vez que reduziu-se as dívidas, o que tornou possível a inclusão do clube na Lei de Responsabilidade Fiscal e no Profut.

As próximas eleições presidenciais do Fluminense acontecem em novembro. Até o momento, há três candidatos oficiais: Pedro Abad, da Flusócio (situação), Pedro Trengrouse , do Verdade Tricolor e Cacá Cardoso, ex-vice-presidente jurídico da agremiação das Laranjeiras, integrante do Grupo Flu 2050. #PaixãoPorFutebol