Da alegria do ouro à frustração da derrota. Da recompensa de anos de trabalho ao sofrimento de uma lesão. Do sorriso ao choro e do abraço à lágrima. Foram apenas dois dias oficiais de #Olimpíadas do Rio de Janeiro, mas a emoção já tomou conta dos estádios e das arenas cariocas, palcos de disputas, jogos, modalidades e, sobretudo, sonhos. Em cinco momentos distintos, confira o que mais marcante ficou desse início de Rio 2016.

Tiro de prata

Foi no Tiro Esportivo de ar 10 metros que o #Brasil saboreou sua primeira medalha na competição em que é sede. No sábado, o jovem Felipe Wu, de 24 anos, venceu a pressão de atuar em casa e uma incômoda dor no ombro para subir ao pódio.

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No último tiro, deixou o ouro escapar para o vietnamita Xuan Vinh Hoang, que efetuou um disparo final quase perfeito. Mas a prata caiu bem no peito de Wu e no coração de todos os brasileiros.

A medalha tem um peso ainda maior porque foi na Antuérpia, em 1920, a última vez que o Tiro Esportivo colocou o Brasil no pódio. Na ocasião, Guilherme Paraense conquistou o primeiro ouro do Brasil levando em conta todas as outras modalidades. Um tiro perfeito de Wu, um tiro do bem.

A dor do ginasta francês 

As Olimpíadas do Rio de Janeiro jamais serão esquecidas pelo ginasta francês Samir Ait Said. Mas não pela conquista de uma medalha ou por uma grande apresentação em um aparelho. A marca eternizada será a da dor e a da chocante imagem da fratura de sua perna após um salto sobre o cavalo, na classificatória masculina por equipes, neste sábado.

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O público presente no ginásio que abriga a Ginástica ficou comovido com a cena. Imediatamente, uma equipe médica atendeu o competidor e ele foi levado a um hospital. Confira o vídeo abaixo - as imagens são fortíssimas:

O show das meninas do futebol brasileiro

O verdadeiro futebol brasileiro é praticado pelas mulheres. A trupe de Marta, Cristiane, Formiga e cia alia tática, técnica, motivação, amor à camisa e alegria para jogar futebol. Até agora, foram duas vitórias para lavar a alma de todos os torcedores descrentes com o futebol masculino - que só decepcionou até agora com dois empates em 0x0. As meninas brasileiras fizeram 3x0 na China, na estreia, e no sábado aplicaram 5x1 na Suécia. Bola na rede e bom futebol nessas Olimpíadas é com elas, não com eles.

O campeão também perde - e chora

O status de popstar nos corredores da Vila Olímpica era justificado pelo domínio absoluto no mundo tênis e o primeiro lugar mundial na modalidade. Novak Djokovic fez questão de vir ao Rio de Janeiro lutar pela tão sonhada inédita medalha de ouro.

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Era o principal candidato ao título, mas logo na primeira rodada teve que medir forças contra uma verdadeira fortaleza humana. Juan Martín Del Potro, recuperado das dores nos punhos, abusou da potência dos golpes de direita e bateu o número 1 do mundo por 7/6 7/6.

Ao final do jogo, os dois choraram - em uma da cenas mais marcantes do início das Olimpíadas. De um lado, as lágrimas de alegria e de emoção de um cada vez mais recuperado Del Potro. Do outro, o choro da frustração de Djokovic em ver o seu sonho ser adiado mais uma vez. Os campeões também choram.

Ouro? Prazer, seu nome é Michael Phelps

Senhoras e senhores, o Homem-Olimpíada está no Rio de Janeiro e o show começou neste domingo. O monstro norte-americano Michael Phelps participou do revezamento 4x100 da natação e ajudou o seu time a levar o ouro - o 19° da carreira de Phelps, que no total tem 23 - sendo mais duas de pratas e duas de bronze. Precisa falar mais alguma coisa? Só se as letras puderem ser tingidas de dourado.

#rio 2016