O sonho de representar o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio em 2020 é acalentado por Thayssa Alves de Farias Cunha, 16 anos, faixa vermelha em karatê, que tem se desdobrado em intensos treinamentos a fim de fazer bonito nos tatames dos japoneses.

Campeã estadual do Intercolegial O GLOBO, vice-campeã brasileira de IKGA em karatê e líder do ranking no Rio de Janeiro, a atleta coleciona 26 medalhas durante os dois anos de sua carreira.

Na Vila Olímpica de Duque de Caxias, ganhou o 1ᵒ  lugar na seletiva estadual e garantiu uma vaga na etapa classificatória do campeonato Brasileiro em Goiás, onde conquistou o 3ᵒ lugar na categoria 16 e 17 anos.

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"Eu pude vencer uma adversária que era muito superior do que eu e então descobri o quanto estava preparada para esse evento esportivo. Isto me motivou muito", lembra Thayssa.

Campeonato em São Paulo 

Agora, o próximo desafio a ser enfrentado é o campeonato em São Paulo de 13 a 14 de outubro. Para isso, os treinamentos serão exaustivos sob a orientação do técnico Genival Ferreira, ex-atleta da Seleção Brasileira e profissional de muita experiência.

São treinados os estilos kata, quando o lutador luta com pessoas imaginárias, Kihon, que envolvem todos os golpes de karatê, o shotokan, estilo representado pelo símbolo de um tigre, onde são praticados golpes de karatê até o aluno chegar à perfeição, e o Kumite que é uma luta com um adversário real.

Treinamento na escola

Aluna do Ensino Médio do CIEP George Savalla Gomes, em Maria Paula, região metropolitana de São Gonçalo-RJ, Thayssa garante que o karatê favorece mais concentração ao estudo.

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Entretanto, o cuidado com a performance sempre foi prioridade e o horário vago do colégio era intercalado por treinamentos na parte da manhã e da tarde.

"Na época não tínhamos aula, pois vivíamos certa escassez, então eu aproveitava os intervalos da manhã para treinar, intercalando com o horário da tarde. Assim, eu treinava três vezes na semana, durante três horas e quando não tinha treino eu fazia musculação", acrescenta.

Um fato lembrado com emoção pela atleta é o início da carreira, quando o primeiro técnico disse que ela tinha muita facilidade de aprender a técnica do karatê e que seria uma atleta de alto nível.

"Eu acreditei nisso e comecei a treinar", afirmou.

Thayssa incentiva os novos atletas a continuarem avançando sem nunca pensar em desistir de seus objetivos:

"Nunca desista. Porque a gente pensa desistir em meio a muita cobrança e pressão sobre a gente, mas precisamos acreditar só naquilo que a gente faz, crendo que vamos conseguir", finalizou a atleta, declarando que só a partir da próxima olimpíada é que o karatê passará a ser reconhecido pelo Comitê Olímpico como uma modalidade esportiva.    #Jogos #entrevista #Rio2016