São treze atletas de origem grega que estão competindo nos Jogos Olímpicos Rio 2016, os quais, por motivos específicos, estão sob a bandeira de algum outro país que não a Grécia, conforme informações veiculadas pelo jornal grego, ‘Kathimerini’. Alguns desses representantes olímpicos já nasceram em outros países, uma vez que os seus pais gregos emigraram da Grécia; outros foram embora devido a dura crise econômica que assola o pequenino país dos Bálcãs por anos e por fim, alguns gregos decidiram morar em nações que não o seu país de nascimento, com o objetivo de realizar especificamente os seus sonhos no mundo dos esportes, pois consideraram que certas federações esportivas gregas impediam o progresso dos mesmos. 

Um exemplo clássico do explicado acima é o caso das trigêmeas de 18 anos nascidas na cidade de Volos na Grécia central, Maria Irene, Anna Maria e Vassiliki Alexandri, que se viram forçadas a mudar-se para a Áustria, porque como elas mesmas disseram, a Federação de Natação era inclinada unicamente para seleção da equipe nacional de nado sincronizado. 

Nesse meio tempo, um treinador austríaco reconheceu o talento das irmãs gregas e as convidou para ir à Áustria, que de acordo com as palavras das irmãs Alexandri, as instalações de treinamento são magníficas e existe uma escola no centro de esportes, facilitando que elas possam continuar os estudos.

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Resumo de tudo isso: as gregas agora fazem parte da equipe austríaca de nado sincronizado. 

As irmãs Alexandri sendo atletas da equipe austríaca já conseguiram ganhar uma medalha de prata nos jogos europeus de Baku de 2015, na Rússia. As trigêmeas são bastante jovens, inclusive as mais jovens que competem nas #Olimpíadas do Rio de Janeiro e o tempo passa a ser então um aliado das meninas. 

Uma outra grega, Artemis Gavezou Castro, fará parte da equipe espanhola que compete na cidade do Rio. Gavezou Castro já chegou a representar a Grécia em competições europeias na ginástica individual; porém, em 2013 ela mudou-se para o país de sua mãe para estudar e logo se tornou atleta do time de atletismo da Espanha, ganhando duas medalhas de ouro e duas de bronze no Campeonato Mundial, além de várias taças em campeonatos europeus diversos. 

Afrodite Kyranakou que atualmente se chama Afrodite Zegers, é a capitã da equipe de vela 470 holandesa.

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Enquanto estava na Grécia, disse ter sentido falta do devido apoio da Federação de Vela, o que a fez se mudar para a Holanda. 

Os outros gregos que estão disputando medalhas e posições debaixo de bandeiras diferentes são: Sideris Tasiadis (slalom de canoa pela Alemanha); Thanasis Kokkinakis (tênis representando a Austrália); Lea Yanitsas (da equipe de pólo aquático da Austrália); Joseph Polossifakis (esgrimista do Canadá); Donna Nakalis (atleta do pentatlo moderno pelo Canadá); Kostas Louloudis (atleta do remo pela Grã-Bretanha); Helen Maroulis (wrestling da equipe dos EUA); Dimitrios Chondrokoukis (ginasta do atletismo pela ilha de Chipre) e Antonis Martasidis (halterofilista por Chipre). #Europa #Rio2016