Na última sexta-feira (2) o comitê organizador  dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas. Evento inédito dentro do continente sul-americano, as Paraolimpíadas incluirão em sua cerimônia de abertura espetáculos como musicais e dança adaptada. Segundo Marcelo Rubens Paiva, escritor e um dos diretores da organização, a cerimônia também terá um pouco de humor. Ele, que também é deficiente, aprendeu que é possível viver a vida desta forma com alegria e leveza após a fratura de uma vértebra.

Na entrevista mencionou-se que a pira olímpica permanecerá no estádio do Maracanã, mas que seu lugar será diferente do que estava durante os Jogos Olímpicos realizados em agosto passado.

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Ele reforçou que a pira do Largo da Candelária será mantida.

Nos trabalhos da abertura estão previstas a colaboração de dois mil voluntários, duas companhias de dança adaptada e aperfeiçoamentos no sistema de apoio e atendimento. Os cantores Diogo Nogueira e Maria Rita se apresentarão durante a cerimônia.

O Rio de Janeiro será a casa da 15ª edição dos Jogos Paraolímpicos entre os dias 7 e 18 de setembro;  as semelhanças com as #Olimpíadas relacionam-se à exclusão da equipe russa das competições paraolímpicas (embora, nas olimpíadas, a nação tenha sido excluída de apenas alguns esportes) e a formação de uma equipe de refugiados para participar da competição. Além disso, os lugares das disputas serão os mesmos, ou seja, Copacabana, Deodoro, Barra da Tijuca e o Maracanã ficarão disponíveis para os 4.300 atletas.

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O Brasil tem alcançado resultados expressivos nas últimas edições quando se pensa em #Esporte para deficientes: na última edição, realizada em Londres-2012, alcançou-se o sétimo lugar no quadro geral de medalhas. A China foi o país que ficou em primeiro lugar com 95 medalhas de ouro.

Para a Rio 2016 a delegação brasileira conta com o total de 285 esportistas brigando por pódios e medalhas. Vinte e dois esportes estão contemplados. Os mais adaptados para os paratletas são vôlei sentado, futebol de cinco, esgrima em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas e golbol. Mas há também natação, vela, hipismo, judô, triatlo e levantamento de peso.

As medalhas terão em sua composição um dispositivo feito de aço que emitirá um som. Será um som com a finalidade de que o paratleta com deficiência visual reconheça qual medalha (ouro, prata e bronze) está recebendo. Some-se a isso uma inscrição em braille cunhada no relevo da medalha.

Se você tem vontade de apoiar a equipe brasileira, de se encantar com a performance daqueles que supostamente não são “perfeitos”, acredite, ainda há uma boa quantidade de ingressos à venda.  São 2,4 milhões de bilhetes e um pouco mais que a metade já foi comprada. Portanto, ao contrário das Olimpíadas, não corra e não tema o travamento do portal oficial de venda. Há espaço para todos: seja no elevador, nas rampas de acesso, nos assentos, nas arquibancadas e nas quadras. #Rio2016