Com 80% de aproveitamento e 12 pontos conquistados (quatro vitórias, um empate e uma derrota), o #Botafogo é o líder do segundo turno do Brasileirão depois de cinco rodadas. Tem ao lado o arquirrival Flamengo e está à frente de Palmeiras (o terceiro, com 11 pontos) e Cruzeiro e Chapecoense (com 10). A posição merece destaque, depois de o time da General Severiano passar boa parte do primeiro turno na zona de rebaixamento para a Série B, chegando inclusive a ocupar a lanterna da competição. Muitos especialistas davam como certa a terceira caída do time da estrela solitária para a segunda divisão, como nas edições de 2002 e 2014.

A persistente e duradoura posição na zona do rebaixamento foi uma ducha de água fria nos torcedores e diretoria do alvinegro, que viram seu time ter um bom início de temporada.

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Depois de subir para a principal divisão do Nacional no ano anterior, o Botafogo fez um bom Campeonato Carioca, chegando inclusive à final, quando perdeu o título para o Vasco. No entanto, bastou começar o Brasileirão para que logo se percebesse que o Estadual não era parâmetro e que o Glorioso teria problemas para se manter na Elite.

O jovem time, que tem como destaques Neilton, Sassá e agora Camilo, sentiu o peso da responsabilidade. Bastaram seis rodadas para o Alvinegro atingir o fundo do poço do Brasileirão, segurando a lanterna da competição, com apenas uma vitória e um empate até aquele momento. Seguiria no incômodo posto na sétima rodada (depois de um empate em 1 a 1 com o Vitória-Ba) e, na oitava, venceu o América-MG por 3 a 1, passando a lanterna para os mineiros. Nesta partida, testemunhada por apenas 883 apaixonados torcedores, Sassá foi o nome do jogo ao marcar os três do Fogão ainda no primeiro tempo.

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O que estava ruim ficou pior quando a principal estrela do Glorioso, o goleiro Jefferson, sofreu uma lesão no braço esquerdo durante uma partida pelo Juazeirense (da cidade de Juazeiro, Bahia), pela Copa do Brasil. O arqueiro, que até recentemente era titular da Seleção de Dunga, foi operado e desde então vem se recuperando. E assim, o tempo passava e o Botafogo seguiu alternando de posição dentro da zona de rebaixamento. De vez em quando saía, mas apenas ocasionalmente, para logo voltar aos últimos lugares da fila. Até que chegou 31 de julho. Naquele domingo, jogando na atual Arena Botafogo (o Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador), venceu o líder Palmeiras, por 3 a 1, em jogo válido pela 17º do Brasileirão, e saiu da Zona de Rebaixamento para não mais voltar.

Nem a saída do treinador Ricardo Gomes para o São Paulo, anunciada oficialmente em 13 de agosto, abalou o crescimento do Alvinegro. Para o lugar de Gomes, que comandou o Botafogo por quase um ano e ao título da Série B em 2015, foi promovido o seu auxiliar técnico, Jair Ventura, filho do ex-jogador Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970.

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No dia seguinte ao anúncio, o Fogão enfrentou justamente o São Paulo na abertura do Segundo Turno e venceu por 1 a 0 em pleno Morumbi. Mais uma vez, Sassá foi o nome do gol. De lá para cá foram, nesta ordem, vitória por 3 a 0 contra o Sport, em casa; derrota fora por 1 a 0 para o Atlético Paranaense; vitória no clássico contra o Fluminense por 1 a 0; e de novo por 2 a 0 contra o ascendente Cruzeiro, em pleno Mineirão. O próximo jogo do Fogão é contra o Santos e, se vencer, o Glorioso se credencia para conquistar uma das vagas para a Libertadores do ano que vem. Nada mal para um time que até outro dia estava virtualmente rebaixado. #Brasileirão2016 #CampeonatoBrasileiro