O #Brasil fechou a participação na Paralimpíada sem conseguir atingir a meta de subir para o quinto lugar no quadro de medalhas. Neste domingo, o evento se encerrou oficialmente e o time brasileiro garantiu a oitava posição, tendo um decréscimo de medalhas de ouro na comparação com o desempenho nos Jogos de Londres, na Inglaterra, em 2012. Neste ano, no Rio de Janeiro, foram apenas 14 medalhas douradas, enquanto há quatro anos foram 21.

Por outro lado, o Brasil cresceu em termos gerais de número de medalhas. Foram 72 duas idas ao pódio no Rio de Janeiro, com 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. Se em Londres o número de ouros foi maior, o desempenho não foi tão abrangente como em 2016, já que naquela ocasião foram 43 medalhas no total.

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Ao mesmo tempo, mais esportes foram medalhistas no Rio, com 13 modalidades com representantes brasileiros premiadas. Em Londres, somente sete provas renderam pódio ao Brasil.

Na avaliação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o desempenho brasileiro foi satisfatório, ainda que não tenha entrado entre os cinco melhores países. O comitê avalia que o forte crescimento de outras nações fez com o que Brasil tivesse uma redução nas medalhas de ouro. Um bom exemplo para ilustrar esse novo panorama é que no atletismo, na modalidade T100m, para cegos, o Brasil garantiu apenas uma prata - em Londres, há quatro anos, para efeito de comparação, os brasileiros voltaram com cinco medalhas na bagagem.

Andrew Parsons, presidente do CPB, fez um balanço positivo do Brasil na Paralimpíada. Ele destacou que modalidades que jamais tinham rendido medalhas ao país tiveram êxito em 2016, casos de ciclismo, canoagem, vôlei sentado e halterofilismo.

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Ao mesmo tempo, o dirigente colocou panos quentes sobre a meta não atingida de chegar, no mínimo, ao 5° lugar no quadro de medalhas.

"Nós estamos muito satisfeitos com a campanha realizada pelo nosso país na Paralimpíada. Existia a meta de, através das medalhas de ouro, chegarmos ao quinto lugar do quadro. Mas também tínhamos outras metas em disputa, sendo que todas foram atingidas. Em termos gerais, aumentamos 65% o número de medalhas com relação às Paralimpíadas passadas. Nesse aspecto, foi nossa melhor participação de todos os tempos. Tivemos também várias modalidades ganhando medalha pela primeira vez", comentou Parsons.

Destaque para os jovens

Sem sentirem o peso da disputa e a responsabilidade de defender o país na própria casa, os jovens atletas se destacaram na Paralimpíada do Rio de Janeiro. Novos talentos despontaram e balizaram uma horizonte animador para daqui a quatro anos, no Japão. No atletismo, por exemplo, Petrúcio Ferreira (um ouro e duas pratas) e Verônica Hipólito (uma prata e um bronze) foram dois destaques.

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Eles compõem o grupo de 15 atletas do Brasil com menos de 23 anos que subiu ao pódio nos Jogos deste ano.

O chefe de missão do Brasil, Edison Rocha, mais conhecido como "Tubiba", comemorou o trabalho realizado com os jovens nessa Paralimpíada: "Quando soubemos que os Jogos viriam ao Rio, imaginamos um aumento de investimento. Criamos seleções de jovens atletas justamente para pensarmos no futuro. Tivemos bons resultados e trabalhamos essa geração para ganhar experiência aqui e chegar ainda melhor no Japão". #paralimpiada