A Conmebol, entidade que regula as normas do futebol na América do Sul, divulgou há alguns dias algumas modificações para a #Libertadores da América a serem implantadas já na edição de 2017. Entre as alterações está a ampliação do período da disputa do torneio.

Anteriormente, o torneio se iniciava em fevereiro e se encerrava em junho, sendo realizado em 27 semanas. Com a nova determinação, a competição terá mais 15 semanas. Isso fará com que a próxima edição da Libertadores da América se inicie em fevereiro e tenha seu campeão conhecido apenas em novembro. 

No que diz respeito às equipes brasileiras, as novas regras deverão fazer com que os deficitários campeonatos regionais tenham menor número de datas disponíveis.

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Inclusive a recém-criada Primeira Liga também terá que brigar para não perder espaço na nova reformulação do calendário brasileiro. 

Mas a alteração que mais afetará os clubes do Brasil que irão disputar a Libertadores da América a partir de 2018 está relacionada a uma exigência da #Conmebol, determinando que todos os participantes do maior do torneio da América do Sul tenham um departamento de #Futebol Feminino, inclusive nas categorias de base.

Essas equipes femininas não poderão existir apenas no papel, e sim deverão participar de competições. Os clubes que pretendem disputar a Libertadores terão que destinar suporte técnico e infraestrutura para as atletas. 

Embora o PROFUT (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), do qual participam vários clubes do Brasil, também tenha essa exigência, a maioria esmagadora das grandes equipes do futebol brasileiro não possui departamento feminino de futebol.

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Tanto isso é verdade que na última edição do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, onde o Flamengo sagrou-se campeão, dos 26 estados brasileiros, apenas sete tinham equipes representantes. Estados como RS, SC e MG, só para citar alguns, com ampla tradição no futebol masculino, não tinham nenhum participante.  

A alegação desses clubes é que não existe um retorno financeiro que justifique o investimento nessas categorias. A própria CBF após os Jogos Olímpicos chegou a considerar a disposição de extinguir a Seleção Permanente e um de seus diretores declarou simplesmente que o futebol feminino "não pegou" no Brasil.

Nem tudo está perdido para os clubes que não puderem ou não quiserem investir no futebol feminino. A nova determinação deverá valer apenas a partir de 2019. Além disso, o novo regulamento da Conmebol permite que essas equipes poderão se associar a uma agremiação que possua futebol feminino. Esse deverá ser o caminho que a maioria dos clubes brasileiros seguirá.