A Justiça autorizou a apreensão judicial do valor de R$ 9,8 milhões do Comitê Rio 2016 como forma de medida preventiva, uma vez que um fornecedor não recebeu o pagamento por seu serviço, apesar de previsto em contrato.

A liminar foi decretada na 18ª Vara Cível da cidade do Rio de Janeiro, pela juíza Mabel Cristina de Vasconcelos. Sendo de caráter provisório, a medida mantém o dinheiro em bloqueio judicial  até que o processo seja julgado e emfim, cobrada a possível dívida.

A empresa ucraniana Euromedia Company procurou a justiça por ter feito um contrato com o Comitê Rio 2016 para fornecer Banners para o evento, mas não ter sido paga por parte da mercadoria, mesmo após o fim das #Olimpíadas.

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A companhia alega que, de sua parte, produziu tudo que fora previsto no contrato, o que incluía a confecção de faixas e banners. Porém, por atraso no pagamento do frete, o envio do material que deveria ter sido feito por navio, precisou ser feito de avião tendo em vista a urgência com o inicio dos Jogos.

Segundo a empresa, a mudança no contrato foi feita de última hora, depois que toda mercadoria solicitada já estava pronta para embarcar, e "por razão de desorganização" do Comitê olímpico, parte do material foi retirado do contrato e ficou para trás. Além disso, a Euromedia também precisou arcar com o envio aéreo do produto.

Segundo a juíza, doutora Mabel Cristina, é "notável que existe uma forte discrepância" entre o quanto o Rio tem em patrimônio e quanto ele assumiu em obrigações, destacando uma situação de insustentabilidade para cumprir e arcar financeiramente com o que se comprometeu a fazer.

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O processo contra o Comitê organizador da Rio-2016 teve inicio no dia 29 de agosto e só agora recebeu a decisão. O dinheiro bloqueado deverá permanecer em conta bancária. Contudo, a assessoria do Comité Rio-2016 informou que já recorreu da decisão, alegando que a quebra do contrato aconteceu por haver problemas na entrega de certas mercadoria pedidas, e não por atraso no pagamento de frete.  #Crise #Rio2016