A má fase do tricolor paulista em campo já reflete nos bastidores. Nesta quarta-feira (7), antes mesmo de ser derrotado pelo líder do #Campeonato Brasileiro, o Palmeiras, por 2 a 1, na Arena Allianz Parque, pela 23ª rodada do torneio, o São Paulo dava adeus a Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho do ídolo Raí, que ocupava o cargo de diretor executivo do clube.

Desgastado com a pressão que vinha sendo exercida sobre si, Gustavo negociou a entrega do cargo com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva que também estava sendo demasiadamente questionado por sustentar o ex-diretor na função.

Para ocupar a vaga de Vieira, dois nomes são cotados no São Paulo como favoritos: o do ex-zagueiro Edmilson e Marco Aurélio Cunha.

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Cunha tem maior prestígio no tricolor por ter sido superintendente e também médico do clube nos anos de glórias do Soberano. Apesar de toda a sua influência, divergências com o ex-presidente Juvenal Juvêncio, morto em 9 de dezembro do ano passado, aos 81 anos, em decorrência de um câncer de próstata; fizeram com que o ex-vereador deixasse o São Paulo.

Se aceitar assumir o cargo remunerado de diretor executivo do São Paulo, Marco Aurélio Cunha terá de respeitar o estatuto do clube e se licenciar do conselho deliberativo, do qual é conselheiro vitalício.

Fora da diretoria do tricolor paulista há 6 anos, atualmente, Cunha mantém vínculo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e auxilia o técnico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Vadão.

No fim do mês de agosto, exatamente no dia 26, o ex-superintendente são-paulino fez uma visita ao CT da Barra Funda e depois de transitar pelos gramados e conversar com jogadores e membros da comissão técnica de Ricardo Gomes, sobre a fase crítica em que o São Paulo está passando, desde a eliminação do time na Copa Libertadores da América 2016, almoçou com o presidente Leco.

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Marco Aurélio, que nunca escondeu o desejo de ser eleito presidente do São Paulo Futebol Clube, tem o apoio e o carisma da torcida são-paulina e isso é visto pelos cartolas do clube como um forte ponto a seu favor, diante dos ânimos alterados em que se encontram os torcedores que, no último dia 27 de agosto, chegaram a invadir o CT da Barra Funda para agredir e roubar jogadores e também material de treino utilizado pelo time.

Para concorrer com Marco Aurélio Cunha, o São Paulo tem Edmilson, ex-zagueiro tricolor que, hoje em dia, atua como empresário, além de ser o representante do clube espanhol Barcelona, no Brasil. O ex-jogador detém expertise nos bastidores do futebol, possuí prestígio junto aos profissionais da categoria que o respeitam por sua história e mantém tem contatos importantes no Brasil e na Europa.

Pelo São Paulo, Edmilson venceu uma edição da Supercopa Libertadores, em 1993, mesmo ano em que conquistou uma Recopa Sul-Americana, torneio também conquistado no ano seguinte.

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Em 1994, levou uma Conmebol e foi duas vezes campeão estadual (1998 e 2000). Já no clube espanhol, o Barcelona, o ex-São Paulo levantou muitas taças como, por exemplo, as da Liga dos Campeões (2005 e 2006). Também foi campeão na França, pelo Lyon, e deixou seu nome cravado na história da Seleção Brasileira no pentacampeonato mundial em 2002, dia 30 de junho no International Stadium, na cidade de Yokohama no Japão, quando o Brasil derrotou a Alemanha por 2 a 0, gols de Ronaldo Nazário.

Até agora, a diretoria do tricolor, por meio de seu diretor de futebol, José Jacobson Neto, apenas manifestou-se a respeito da saída de Gustavo Oliveira, mas não fez nenhuma menção quanto a quem pretende convidar para ocupar o cargo. #SPFC #PaixãoPorFutebol