Tradicional clube de #Futebol paulista, a Portuguesa vive com nuvens negras em seu céu e, como se não bastasse, mais uma aparece para acentuar uma tempestade longa e forte. Às voltas com um quase certo rebaixamento para a série D do Campeonato Brasileiro, a Lusa poderá ver o seu estádio de futebol, o Canindé, leiloado para quitar dívidas trabalhistas. O leilão judicial do estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte – nome oficial – está marcado para o dia 7 de novembro de 2016. O lance mínimo para arrematar esse patrimônio, que é a casa da Portuguesa, é de aproximadamente R$ 154 milhões.

A razão de tal acontecimento é um processo trabalhista movido pelo empresário Carlos Alberto Duque, mas há também a participação na ação dos ex-jogadores Ricardo Oliveira, Rogério Pinheiro e Thiago Moraes Barcellos.

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Por sua vez, os dirigentes do clube rubro-verde alegam que o terreno vale bem mais do que isso – mais ou menos um bilhão de reais. O estádio não é totalmente da Lusa, que apenas tem 45% de sua posse. O restante do percentual é da Prefeitura de São Paulo. Nos bastidores há a movimentação do atual presidente da Portuguesa, José Luiz Ferreira de Almeida, em conjunto com o deputado Arnaldo Faria de Sá para que, pelo menos, o leilão seja marcado para uma data posterior.

Na verdade, o leilão é a coroação de anos de escândalos financeiros, desvios de dinheiro e má administração da entidade esportiva, persistindo há anos. A primeira nuvem negra dentro das quatro linhas veio em 2013, quando a Lusa foi rebaixada para a série B do Brasileirão. Desde então, ficou tão abatida que os rebaixamentos foram seguidos tanto em campeonatos nacionais quanto estaduais.

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Uma contradição para quem foi, em 1996, vice-campeão brasileiro e agora tem como ponto desfavorável 11 derrotas de entre as 16 partidas jogadas na série C.

Restam três jogos: em dois deles, a Portuguesa precisa vencer, permanecendo na terceira divisão. O outro jogo tem uma pegada diferente e dura fora dos gramados, mais especificamente nos tribunais. A Lusa tem que se esforçar para não perder o seu paradeiro. #Esporte #Crise