O presidente corintiano Roberto de Andrade foi rápido em anunciar o substituto de Cristóvão Borges no comando interino do #Timão, logo após a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras: #Fabio Carille. Prestes a completar 43 anos (faz aniversário em 26 de setembro), Carille nasceu em Sertãozinho e foi ex-jogador de futebol, atuando como lateral esquerdo e zagueiro.

Chegou inclusive a ter uma passagem relâmpago pelo alvinegro do Parque São Jorge, de agosto a dezembro de 1995. Encerrada, em 2007, a obscura carreira como jogador, iniciou sua trajetória como auxiliar técnico no Barueri Futebol Clube, onde ficou por dois anos. Em janeiro de 2009, chegou ao #Corinthians pelas mãos de Mano Menezes.

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Trabalhou em silêncio e anonimamente, até que, em outubro de 2010, Adilson Batista, que sucedeu a Mano, foi demitido do Corinthians e foi preciso que Carille assumisse o posto pela primeira vez como interino. Foram dois jogos sob seu comando, com uma derrota para o Vasco e um empate com o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa.

A saída de Adilson Batista deu início à primeira Era Tite (2010-2013) e Carille continuou servindo ao Timão. No entanto, neste ínterim, ele foi cedido para ser o espião da Seleção Brasileira na Copa América de 2011, na Argentina. Neste papel, à paisana, acompanhava os jogos e treinamentos dos adversários e munia Mano Menezes, o então técnico verde-amarelo, com preciosas informações.

Carille só viria a ter outra oportunidade de comandar interinamente o Timão com a recente saída de Tite, em sua segunda passagem pelo Parque São Jorge.

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Novamente, foram dois jogos, sendo derrotado pelo Fluminense por 1 a 0, no Mané Garrincha, e obtendo uma vitória contra o Botafogo por 3 a 1, na Arena Corinthians. “Sou funcionário do clube e volto a ser auxiliar. Parei de jogar em 2007 no Barueri e desde 2012 eu venho me preparando para ser técnico. Quero, quero muito, mas tudo tem seu momento certo. Sigo os ensinamentos do Tite: pensar como treinador, agir como auxiliar”, afirmou Carille um pouco antes de entregar o cargo para Cristóvão.

Agora terá mais do que dois jogos. Se as palavras do presidente Roberto de Andrade se confirmarem, terá até o fim do ano e dois importantes campeonatos (Brasileirão e Copa do Brasil) para mostrar do que é capaz. Conforme declarações suas mais antigas, jamais escondeu o desejo de mudar seu status profissional de auxiliar para treinador. “Não dá para pensar em ser só auxiliar. Estou me preparando e, uma hora, quero começar”, avisou. Aparentemente, a hora é agora.