As paraolimpíadas Rio 2016 mal começaram e um momento já está marcado para sempre nos corações e mentes de bilhões de pessoas. Durante a cerimônia de abertura da paraolimpíadas, realizada neste 7 de setembro no Rio de Janeiro, um momento de dor e superação se destacou e tornou-se assunto em toda a imprensa mundial. Durante a entrada da tocha olímpica no estádio do Maracanã, a atleta brasileira Márcia Malsar protagonizou um momento histórico. Sob uma chuva torrencial e caminhando com uma bengala, Márcia carregava a tocha até que, na frente de bilhões de pessoas ao redor do mundo, lentamente perdeu o equilíbrio e foi ao chão, apesar de um claro esforço hercúleo para se manter em pé.

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Um quase palpável silêncio se abateu sobre o maracanã, enquanto o público, com o "coração na boca" e estupefato, torcia desesperadamente para que a atleta - medalhista paraolímpica - estivesse bem. Mas ela estava mais do que bem. Márcia levantou-se, deu a volta por cima, pegou novamente a tocha e continuou sua caminhada para a imortalidade, para delírio do público. Assista:

Márcia, que já é considerada uma heroína e um exemplo de superação, foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha de ouro em uma paralimpíada. Ela conseguiu este feito na paraolimpíada de 1984, em Nova York. Além do ouro, ela conquistou também uma prata e um bronze naquela edição.

Repercussão no mundo

A queda e redenção de Márcia foram destacadas em vários jornais ao redor do mundo. A revista americana People disse que a atleta "definiu o espírito paraolímpico".

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Outros jornais que falaram sobre o assunto foram os britânicos Telegraph, The Sun, The Guardian e Daily Mail, e os americanos Huffington Post, NBC e AOL.

Brasil já tem seu primeiro ouro

O Brasil já ganhou sua primeira medalha de ouro na Rio 2016. O sul-mato-grossense Ricardo Costa venceu a prova de salto em distância para cegos, ajudando a colocar o Brasil na 2ª posição do ranking de medalhas, atrás apenas da China. Feliz com o resultado, Ricardo deu um emocionado depoimento: "Fiz da minha deficiência o meu melhor inimigo, que vai me acompanhar por tempo indeterminado. Não coloquei uma dificuldade. Aceitei e, a partir disso, as coisas vieram ao meu favor", disse. Um verdadeiro exemplo de vida.  #paraolimpiadas