Depois de ser eliminado na Copa do Brasil em derrota para o Cruzeiro por 4x2, na última quarta-feira (19), Andrés Sanchez, um dos maiores presidentes que já passaram pelo #Corinthians, disse em entrevista à rádio Bradesco FM, de São Paulo, que o Timão precisa de uns dez bandidos em seu elenco para que, assim, consiga se sair bem nos jogos, torneios e campeonatos que disputar. O ex-comandante corintiano, que também falou sobre a possibilidade de ser investigado na Operação Lava Jato por ter negociado a construção de estádio com a Odebrecht, afirmou que no elenco do Corinthians de 2009 existiam jogadores ‘bandidos do bem’, e por isso foram campeões de dois grandes torneios – Copa do Brasil e Paulistão.

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"Time de futebol, principalmente o Corinthians, tem que ter uns bandidos, senão não vai", detonou Andrés. Ele citou o exemplo de Emerson Sheik, que atualmente está defendendo as cores do Flamengo. Sanchez comentou que o atacante, quando defendia as cores do Timão, era um ‘exemplo’ de jogador para os outros atletas do elenco. De acordo com o ex-presidente, isso porque Sheik dizia que não ia treinar e que não iria aparecer no clube durante uns dois meses, logo depois de ser campeão de algum torneio.

“O maior bandido que eu conheci foi o Emerson Sheik, mas era bandido do bem.”, comentou Andrés. Ele acrescentou que o ex-atacante corintiano tinha atitudes que podiam desagradar muita gente, no entanto, ele conseguia carta branca já que era campeão, mesmo faltando nos treinos e curtindo muita balada.

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“Mas jogador que fica com a cabeça abaixada, é o que mais tem”, acrescentou Sanchez, referindo-se a alguns jogadores do atual elenco do Corinthians que, para ele, ‘não são bandidos’.

Quando estava defendendo o direito de o Corinthians contratar jogadores ‘bandidos’, Andrés Sanchez recordou de alguns atletas que defenderam as camisas do Timão e foram campeões agindo de forma que contraria alguns torcedores e membros da direção da equipe, como é o exemplo do meio-campista Rodriguinho. Segundo o ex-comandante do Corinthians, ele, muitas vezes, chegava atrasado e de ressaca nos treinos e afirmou que isso era normal.

Quando perguntado sobre se temia a Operação Lava Jato, Andrés disse que não teme ser preso porque não cometeu nenhum crime. “Falam que serei preso faz oito anos”, concluiu.