Detentor dos cinturões da Federação Internacional de Boxe (IBF), Organização Mundial de Boxe (WBO), Organização Internacional de Boxe (IBO) e Associação Mundial de Boxe (WBA), o britânico #Tyson Fury é atualmente o maior fenômeno da categoria dos pesos-pesados.

Em 2015, quebrou a hegemonia do ucraniano Wladimir Klitschko que reinou por 11 anos como campeão mundial de boxe. Fury, de 28 anos, ainda está invicto na carreira. O nome Tyson é uma homenagem ao também campeão dos pesos-pesados, o norte-americano Myke Tyson.

Pai de três filhos, bem casado, vencedor, reconhecido internacionalmente, tudo indicava que Fury deveria estar vivendo o melhor momento da sua vida, desfrutando de uma felicidade plena.

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Mas, na realidade não é bem assim. Em entrevista concedida para a Revista Rolling Stones, na última terça-feira (04), o campeão revelou estar sofrendo de uma grande depressão.

Tyson Fury admitiu para a imprensa que não treina desde maio, que tem bebido todos os dias e consumido muita cocaína. Ele esclareceu, no entanto, que jamais utilizou qualquer tipo de drogas antes desse período em que se retirou dos ringues.

O campeão mundial de boxe faz parte de uma etnia de ciganos que vive na Irlanda e no Reino Unido, representando uma população em torno de 40 mil pessoas. E junto a estes países existe um preconceito muito grande com relação a essas pessoas, chegando inclusive ao ponto de, em alguns lugares, a sua presença ser proibida.

Em função disso, Tyson entende que não importa o que ele faça, pois será sempre perseguido e jamais reconhecido, mesmo que vença 30 lutas.

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O lutador irlandês se diz vítima de uma "caça às bruxas."

Tyson Fury declarou para a Revista Rolling Stones que não quer mais viver e que não se mata porque é cristão, pois para as pessoas ligadas à religião, tirar a própria vida é considerado pecado mortal. No entanto, disse que espera que alguém o mate, antes que ele mesmo o faça.

O campeão afirmou que está correndo o risco de perder sua família, pois sua esposa disse que não aguenta mais essa situação e ameaçou pedir o divórcio. Tyson chegou a anunciar que estaria se aposentando da carreira de boxeador, mas algumas horas depois desmentiu a declaração.

A WBO, na última segunda-feira, deu 10 dias para que Tyson apresente um atestado médico que justifique sua falta de condições para lutar a revanche com Wladimir Klitschko, caso contrário poderá perder o título, pois precisa cumprir o contrato nesse sentido, que expira no dia 28 de novembro. Esse é apenas mais um episódio dentro do inferno pessoal que está vivendo o campeão mundial dos pesos-pesados. #Boxe Internacional #Blasting News Brasil