Depois de um hiato de um ano e meio, tendo superado uma depressão no período, ele está de volta. Sem atuar em uma partida oficial desde maio de 2015, quando disputou seu último jogo pelo Fortaleza, o ex-palmeirense já tem data marcada para reestrear nos gramados de São Paulo: janeiro de 2017.

Nesta semana, ele assinou com o Juventus, da Mooca, tradicional bairro paulistano situado na zona leste da capital paulista. Tão tradicional que seus moradores, especialmente os nascidos lá, preferem dizer que "a Mooca não é um bairro mas, sim, um Principado". Outros, mais exagerados, chamam o bairro por República Federativa da Mooca.

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Mas isso é assunto para ser abordado no ano que vem, quando cobrirmos as partidas do Moleque Travesso, pela segunda divisão do Campeonato Paulista, tendo Deola no gol.

Seu afastamento dos gramados foi decidido pelo próprio jogador sob a justificativa da necessidade de um tempo para superar estresse decorrente de pressão psicológica.

Para manter a forma enquanto longe dos gramados, o ex-Palmeiras treinou com jogadores desempregados, por meio do Sindicato dos Atletas de São Paulo, e no Nacional, adversário do Moleque Travesso. O goleiro também precisou adaptar suas economias à mesma condição financeira dos colegas.

Deola se diz ansioso para estrear pelo Juventus depois de vencer enfermidades, relacionadas à depressão, por momentos de intenso nervosismo, estresse e tristeza em sua carreira.

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Para o jogador, a temporada negra foi fruto de diversas lesões que lhe acometeram nos últimos anos e que refletiram mentalmente, de forma negativa, causando-lhe distúrbios emocionais e também físicos.

Apenas um tempo para si próprio é que, segundo o goleiro, poderia renová-lo. O arqueiro disse que estava em situação psicológica que poderia colocar em risco, de forma irreversível, tudo que o que ele já conquistou em sua carreira.

Em seus últimos dias no Fortaleza, o atleta mostrava-se extremamente nervoso, intolerante e até agressivo. Entretanto, aos 33 anos de idade, ele não chegou a cogitar a possibilidade de aposentadoria, mesmo considerando parar com 35 anos em razão dos meses em que ficou fora de partidas oficiais. Agora, Deola já vislumbra manter-se ativo pelas próximas 6 temporadas.

No mês passado, Deola, que jogou 12 anos no #Palmeiras, moveu uma ação contra seu ex-clube reivindicando R$ 2,5 milhões entre direitos de imagem e outros acertos que não lhe foram pagos quando da sua saída do Alviverde. Segundo o goleiro, ele comunicou o presidente Paulo Nobre, em fevereiro deste ano, e recebeu do mandatário a resposta de que receberia as pendências. Porém, Nobre não mais se manifestou.

Para alguns torcedores, Deola está agindo de maneira traiçoeira contra o Palmeiras, segundo o próprio atleta que diz ter carinho pelo clube e que torce pelo título deste Brasilerão. #PaixãoPorFutebol #Mercado da bola